Home Futebol Casagrande detona ‘censura’ do Palmeiras e relembra Democracia Corintiana: “Não deixou semente”

Casagrande detona ‘censura’ do Palmeiras e relembra Democracia Corintiana: “Não deixou semente”

Ídolo corintiano, Casagrande criticou a postura adotada pelo Palmeiras de não falar com a imprensa em um momento decisivo para a equipe

Danielle Barbosa
Jornalista. Escrevendo para o Torcedores desde 2014.

O Palmeiras vetou a comissão técnica e os jogadores de falarem com a imprensa há alguns jogos. Mais precisamente, desde a declaração do auxiliar João Martins insinuando um complô da CBF contra o Palmeiras após o empate com o Athletico-PR. Desde então, a ‘lei do silêncio’ foi usada contra o São Paulo, pela partida de ida da Copa do Brasil, e diante do Flamengo, pelo Brasileirão. O comentarista Walter Casagrande condenou a postura da diretoria Alviverde.

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Durante participação no programa ‘Cartão Vermelho’, do UOL Esporte, Casagrande afirmou que o Palmeiras está censurando os profissionais. O ex-jogador ainda citou a Democracia Corintiana ao falar sobre o tema.

Pensar que estão proibindo jogadores, comissão técnica de dar entrevistas, o Palmeiras já está fazendo isso e tem outros clubes também fazendo a mesma coisa, eu fico pensando que a Democracia Corintiana realmente não deixou semente nenhuma. Agora eu estou completamente convicto que não deixou semente”, começou Casagrande.

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O mínimo que poderia ter deixado era a liberdade de se expressar, de você dar uma entrevista quando perde e quando ganha, quando joga mal e quando joga bem (…) Agora, não, é tudo ao contrário: censura, porque para mim é censura. Quando você proíbe alguém de falar algo, você está censurando, é uma ordem: ‘vocês estão censurados, não podem dar entrevista’. Ou estou errado? Nós estamos vivendo a censura do futebol”, acrescentou.

‘Lei do silêncio’ no Palmeiras:

A proibição de entrevistas no Palmeiras começou com as polêmicas declarações do auxiliar técnico João Martins após o empate com o Athletico. Em jogo válido pela rodada do Brasileirão, no último dia 2, o profissional disparou contra a arbitragem e ‘atacou’ a CBF.

“Ainda bem que sou eu hoje aqui. Nós entendemos que o futebol brasileiro passa uma imagem de que é o mais competitivo do mundo porque ganham vários. Mas ganham vários porque, muitas vezes, não deixam os melhores ganhar. Foi mais uma vez o que se passou hoje. Mas é ruim para o sistema o Palmeiras ganhar dois anos seguidos. O que aconteceu hoje foi uma vergonha. Como é que se condiciona um jogo aos três minutos?”, questionou o auxiliar, que teve a coletiva interrompida pelo diretor Anderson Barros.

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No dia seguinte, a CBF emitiu uma nota condenando as declarações. “O que ocorreu foi um desfile de grosserias e uma tentativa infantil e até xenofóbica de reduzir a relevância do futebol brasileiro na Europa.”

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Ademais, a CBF ainda encaminhou um vídeo com as declarações de João Martins ao STJD. O Palmeiras, contudo, rebateu a nota da entidade e defendeu o auxiliar.

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