A agressão sofrida pelo atacante Luan, do Corinthians, foi tema de discussão nos principais programas esportivos durante a semana. Torcedores do clube Alvinegro invadiram o quarto de um motel onde o atleta estava na madrugada de terça-feira (4) para agredi-lo. Ao debater o assunto, o comentarista Eduardo Semblano, mais conhecido como ‘Fui Clear’, aproveitou para alfinetar Ana Thaís Matos, jornalista da Globo.
Durante live no canal ‘3 na Área’, ao lado de Tiago Leifert e Victor Canedo, ambos ex-Globo, Semblano cobrou uma postura mais firme da comentarista. Essa não é primeira vez que ele demonstra sua aversão profissional.
“Essa senhorita, que é toda rebelde, chamava todo mundo de fascista, taxista, adesivista e tudo… Por que a senhora encolheu ao vivo na Rede Globo, minha senhora? Chamou todo mundo de fascista durante o ano, encolheu por quê? É porque a Gaviões meteu uma faixa de “democracia”? A Democracia Corintiana é uma mentira, quem mandava era o Sócrates e aquele outro cabeça de samambaia. Usavam tudo, bebiam tudo e quem mandava eram eles, não tinha democracia nenhuma. Só trocou o poder, mas é conversa de botequim. Torcida Organizada põe democracia aonde? (…) Todas são a mesma merda. Aí essa senhora afinou. Por que a senhora não chamou esses caras de bandidos, fascistas, comunistas, taxistas, adesivistas? Afinou porque está junto, é o ladinho político do processo”, disparou ‘Fui Clear’.
O que Ana Thais disse sobre o ‘caso Luan’:
Durante o ‘Seleção SporTV’ no dia do ocorrido, Ana Thais questionou a intenção por trás da violência contra Luan. A comentarista destacou que a agressão aconteceu na mesma semana em que o atacante deu uma entrevista ao podcast ‘Denílson Show’. O técnico Vanderlei Luxemburgo, inclusive, reagiu a possibilidade de voltar a utilizar o jogador.
“Eu acho que a questão da violência é um debate profundo que a gente tem que ter na sociedade. Estamos vivendo em uma era de uma sociedade muito raivosa e que se manifesta com a violência de vários formas. Entre elas, a agressão física”, começou.
“(…) Tem a questão da violência, mas eu também quero entender a intenção por trás dessa violência. Mas tem perguntas que precisam ser respondidas. O Luan tem seis meses de contrato pela frente, por exemplo. Como que esses caras sabiam que o Luan estava nesse lugar? A facilidade que eles tiveram pra entrar nesse lugar… o quanto eles sabiam? E depois de uma semana em que o Luan ficou muito exposto. (…) Eu questiono a intenção por trás dessa agressão. Eu sou muito contra quem fala ‘ah, esses não são torcedores’. São torcedores, sim. No Brasil, a gente tem esse tipo de torcedor. O mesmo cara que vai lá aplaudir o time e levantar o bandeirão, também vai fazer agressão, vai bater em carro de jogador e mandar foto de arma pra esposa de jogador”, completou Ana Thaís.
Saiu vídeo da agressão do Luan pic.twitter.com/8ywIy7aSmq
— Polegar Vermelhinho (@polegar1909) July 4, 2023

