Logo mais às 21h30 (de Brasília), Fluminense e Olimpia encerra os confrontos de ida das quartas de final da Libertadores. Até aqui, os brasileiros estão com 100% de aproveitamento. Na altitude de La Paz, o Internacional derrotou o Bolívar por 1 a 0 e encaminhou sua classificação para a semifinal. Enquanto que o Palmeiras goleou o Deportivo Pereira por 4 a 0, na Colômbia, praticamente selado a vaga na próxima fase. Na Bandeirantes, Milton Neves criticou o nível técnico do time colombiano e deixou sua torcida para quem vai o título.
“O Palmeiras meteu 4 a 0 no coitado do Deportivo Pereira, uma time desse não pode participar da Libertadores da América, pelo amor de Deus. E a partir de agora vou torcer para o Palmeiras ganhar essa competição aí contra grandes times”, disse Milton.
Com gols de Raphael Veiga, Marcos Rocha, Mayke e Rony (o melhor jogador em campo!), o Verdão está com os dois pés na semifinal da Libertadores. Na próxima semana, no Allianz Parque, a equipe do técnico Abel Ferreira pode perder por até três gols de diferença que mesmo assim avança para a fase seguinte.
– Feliz pelo resultado, pelo que a equipe apresentou. Respeitamos o adversário do começo ao fim. Sabíamos que se igualássemos na parte física, tecnicamente seríamos superiores. Tivemos oportunidades. Ontem fiquei sabendo que jogaria nessa posição, mais de zagueiro do que lateral. E jogar com Mayke, Veiga e Gabriel ali facilita bastante. Temos um entrosamento de muito tempo – disse Marcos Rocha, uma das surpresas na escalação.
Abel ameaça deixar o Palmeiras
Orgulhoso por mais atuação brilhante dos seus atletas, Abel Ferreira pediu para que o clube não venda ninguém do time titular. Se está difícil contratar, o treinador, então, espera que ninguém mais saia. Caso isso aconteça, ele mesmo ameaça deixar o Palmeiras.
– Espero que segurem. Espero que o Veiga não vá para lado nenhum. Que o Rony, Zé, Gómez não vão para lado nenhum. Se eles começarem a ir para todos os lados, eu também tenho que ir. Não faço milagres. Preciso deles, como eles precisam de mim – destacou Abel.
O português entende que tem nas mãos uma espinha dorsal muito forte e que a ausência de uma destas peças pode prejudicar o coletivo.
– Temos uma base muito forte. O Palmeiras tem um “onze” muito forte. Tive que tomar decisões difíceis no início do ano. Saíram nove jogadores, uns experientes.

