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Flamengo bate recorde de gastos e atinge marca histórica em 2026

Clube investe R$ 469 milhões no trimestre e revela valores detalhados das contratações

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
Flamengo bate recorde de gastos e atinge marca histórica em 2026

Paquetá foi contratado junto ao West Ham, da Inglaterra (Crédito: Foto: Gilvan de Souza/CRF)

Os gastos do Flamengo em 2026 atingiram um novo patamar logo no primeiro trimestre. O clube divulgou o balancete entre janeiro e março e confirmou um investimento recorde de R$ 469 milhões — o maior já registrado em um período de três meses.

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O valor engloba aquisição de direitos econômicos, luvas, comissões e renovações contratuais, refletindo uma estratégia agressiva no mercado.

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Paquetá lidera investimentos do clube

Grande parte dos gastos está concentrada na contratação de Lucas Paquetá. O meia foi adquirido junto ao West Ham por 42 milhões de euros, cerca de R$ 260 milhões na cotação de janeiro.

No entanto, ao incluir impostos, luvas e intermediações, o custo total da operação chegou a R$ 315,7 milhões, a negociação mais cara da história do clube.

Além dele, outros reforços também impactaram o orçamento. Vitão teve custo total de R$ 81,5 milhões, considerando abatimentos financeiros, enquanto Andrew foi contratado por R$ 34,7 milhões.

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Receita cresce, mas clube registra déficit

Apesar do alto investimento, os gastos não impediram o crescimento da receita. O clube arrecadou R$ 383 milhões no período, um aumento de 35% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

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Neste valor estão incluídas as seguintes vendas:

  • Juninho – Pumas, do México – R$ 25,6 milhões
  • Iago – Orlando City, dos Estados Unidos – R$ 6,2 milhões
  • Victor Hugo – Atlético-MG – R$ 10,7 milhões

Ainda assim, o balanço apresentou déficit de R$ 63,9 milhões. Segundo o clube, o resultado negativo está ligado principalmente à amortização contábil de R$ 92,3 milhões relacionada aos direitos de atletas.

Ao fim de março, o caixa disponível era de R$ 70,5 milhões, incluindo valores administrados pela empresa responsável pelo Maracanã.

Clube ainda tem valores a receber

Outro ponto relevante do balanço envolve receitas futuras. O clube ainda tem cerca de R$ 180 milhões a receber por vendas parceladas realizadas em 2025.

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Entre os principais valores estão:

  • R$ 90 milhões da transferência de Wesley para a Roma, da Itália
  • R$ 55,6 milhões da venda de Alcaraz ao Everton, da Inglaterra
  • R$ 32,7 milhões da negociação de Matheus Gonçalves, ao Al-Ahli, da Arábia Saudita

Além disso, há cobranças em andamento na Fifa envolvendo negociações anteriores, o que pode impactar positivamente os números futuros.

Dívidas e compromissos futuros

Por outro lado, os compromissos financeiros também são elevados. O clube ainda tem aproximadamente R$ 450 milhões a pagar por contratações parceladas.

Entre os principais valores em aberto estão:

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  • R$ 187,8 milhões por Paquetá
  • R$ 119,9 milhões por Samuel Lino
  • R$ 42,5 milhões por Emerson Royal
  • R$ 37,8 milhões por Carrascal

Mesmo com alguns jogadores já negociados ou emprestados, os pagamentos seguem previstos nos próximos anos.

Estratégia agressiva no mercado

Diante desse cenário, os gastos do Flamengo evidenciam uma postura agressiva no mercado de transferências. O clube aposta em reforços de alto nível para manter competitividade esportiva, mesmo com impacto financeiro relevante no curto prazo.

Assim, o balanço do primeiro trimestre mostra um clube em expansão, com receitas crescentes, mas que assume riscos ao investir pesado em contratações.

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