Paulo Andrade revela início difícil da Premier League no Brasil: “O patinho feio”
Narrador acompanhou a evolução do certame inglês dentro das quatro linhas e na mídia esportiva nacional
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A história de Paulo Andrade nas transmissões esportivas e a ascensão da Premier League em termos de qualidade e no âmbito mercadológico são intrínsecos. Não à toa, o experiente narrador que está prestes a completar 20 anos de ESPN, passou a ser intitulado como “voz” do certame inglês, que há alguns anos passou a ser referência e apontado como o melhor do planeta bola.
Ser atrelado a uma marca tão forte e de referencial é sem sombras de dúvidas uma grande honra para qualquer profissional. Para Paulo Andrade, não é diferente. Em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, o jornalista destacou a importância da Premier League na carreira, e revelou que os primeiros anos transmitindo os jogos da competição não foram dos mais fáceis. Afinal, naquela oportunidade, outros certames ostentavam a preferência do público brasileiro.
A GRATIDÃO DE PAULO ANDRADE
“Ah, é motivo de muito orgulho, porque de certa forma, cresci com o futebol inglês. Cresci com o crescimento do futebol inglês aqui no Brasil. Desde a minha chegada à ESPN, há quase 20 anos, eu fiz transmissões do campeonato, que na época era uma espécie de patinho feio na programação. Quando cheguei em 2003 era um teste digamos assim. Outros campeonatos internacionais eram bem mais queridos pelos torcedores brasileiros, como o Alemão, o Espanhol, e Italiano”, contou Paulo Andrade.
“Era uma experiência trazer o futebol inglês para o consumidor brasileiro. Minha ligação foi acontecendo de forma natural, ao passo que a competição foi caindo no gosto do brasileiro, e crescendo de uma forma geral até se tornar a Premier League, a principal liga de futebol do mundo”, destacou o narrador.
O CONTRAPONTO
“O lado ruim dessa história é que quando eu faço outras coisas, às vezes, ou no começo, de novas atividades. Por exemplo, eu nunca havia feito o Libertadores até 2020, quando houve a fusão, ESPN e Fox, e a gente passou a fazer os jogos da Libertadores. E no começo me incomodava um pouco ler, ‘poxa, é estranho ouvir o Paulo narrando algo que não seja a Premier League’. Eu levo todo o respeito, todo o estudo, tudo aquilo que eu faço na Premier League, todo o respeito que eu tenho pela liga, eu entrego nos outros campeonatos também”, iniciou o narrador.
“É muito legal ser a voz da Premier League, mas ao mesmo tempo, eu me esforço até mais para fazer os outros campeonatos para apagar um pouco dessa história”, pontuou Paulo Andrade.
A EVOLUÇÃO DA PREMIER LEAGUE
Detentor de altas receitas, protagonista no mercado da bola internacional e palco de um dos melhores níveis de futebol do mundo. Essa é a Premier League consolidada. Mas para atingir o ápice, o certame contou com um rompimento dos clubes junto à English Football League, que acabou sendo o marco para a ascensão na esfera global.
A nova Premier League, instaurada em maio de 1992 trouxe uma nova era. A ousadia dos clubes se desvincular de uma entidade que organizava a competição desde o longevo 1888 foi arriscada, mas surtiu efeito. Neste processo de construção, magnatas, oligarcas e fundos de investimentos foram peças cruciais.
Um dos passos importantes foi a negociação separada dos direitos de transmissão dos jogos. No formato antigo, as receitas eram divididas com as outras divisões. Contudo, a Sky Sports entrou no negócio, injetando cifras altas. O primeiro contrato de cinco anos foi fechado à época por 304 milhões de libras. Era o começo para uma supervalorização e ascensão mundial.


