Úrsula Nery/ Agência FERJ
A CBF tem debatido a ideia de reduzir a duração dos campeonatos estaduais no futebol brasileiro, mas as primeiras resistências começaram a aparecer, segundo o jornalista Danilo Lavieri, em sua coluna no portal UOL. E a resistência inicial veio das duas federações estaduais mais poderosas do país.
A FERJ e a FPF, do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente, não apoiam a ideia. A entidade gostaria de diminuir o número de datas dos Estaduais de 16 para 12 a partir de 2026.
Presidente da FERJ, Rubens Lopes criticou a ideia e chamou isso de “genocídio ao futebol”.
“Trata-se de um verdadeiro genocídio ao futebol. Não acredito que a proposta venha do presidente porque seria uma apostasia de tudo que já me foi dito e propagado até então”, disse Lopes, que é amigo pessoal do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
“O Rio de Janeiro não concorda e repudia os devaneios do empirismo e do achismo.”
A FPF também não concorda com a proposta. Para a Federação Paulista de Futebol, os contratos assinados e o prejuízo financeiro seriam os problemas para que isso ocorra. Em 2024 e 2025, por exemplo, os quatro grandes clubes do futebol paulista vão receber R$ 40 milhões para participarem do Paulistão, que é um valor de finalista de Copa do Brasil e Sul-Americana, por exemplo.
Dirigentes dos clubes também estariam contrários à ideia da CBF e teriam se posicionado, em reunião do Conselho Técnico da FPF, ao lado da federação estadual.
Lavieri lembrou ainda, no UOL, que treinadores do futebol paulista, como Abel Ferreira, do Palmeiras, e Dorival Júnior, do São Paulo, que disputam o Paulistão, defenderam a redução dos Estaduais recentemente.
Além disso, a ideia da CBF pode se tornar um novo impasse e desgastar ainda mais a relação de Ednaldo Rodrigues e dos filiados à entidade máxima do futebol brasileiro.

