Home Futebol Demissões, saídas e mais: relembre todas as mudanças de técnicos no Brasileirão em 2023

Demissões, saídas e mais: relembre todas as mudanças de técnicos no Brasileirão em 2023

Campeonato Brasileiro teve alterações de comissões técnicas determinantes ao longo da competição

Daniel Linhares
Daniel Linhares é um dos editores do Torcedores.com. Com passe negociado junto à equipe ao final da temporada 2022, segue acumulando experiência e contribuindo para o time conquistar taças. Sempre atento aos assuntos futebolísitcos e os desdobramentos que vão além das quatro linhas.
Foto da taça do Brasileirão para representar a retrospectiva com todas as demissões, saídas e mudanças de técnicos no Campeonato Braisleiro em 2023, que teve 25 trocas de treinadores no total

Staff Images / CBF

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No último dia 6 de dezembro, o Brasileirão Série A 2023 chegou ao final com o Palmeiras sendo o campeão. A competição ao longo da temporada foi marcada por reviravoltas, tanto na disputa do título quanto na luta para escapar do rebaixamento.

Ao todo, o Brasileirão de 2023 teve 25 trocas de técnicos nos 20 clubes participantes. A quantidade deixa a última edição bem longe do recorde de mudanças de comissão técnica.

Em 2003, foram 41 trocas de treinadores, quando a competição ainda tinha 24 clubes. Em compensação, o ano de 2015 foi o que menos teve trocas de movimentação de técnicos, com 15 mudanças.

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Danças das cadeiras: as trocas no Brasileirão Série A 2023

Entre todos os clubes que participaram da Série A em 2023, cinco não tiveram mudanças de comandante: Palmeiras, Grêmio, Red Bull Bragantino, Fluminense e Fortaleza.

Desses cinco clubes, o Verdão sagrou-se o campeão, enquanto o Leão do Pici foi o ‘pior colocado’, terminando em 10º, apesar de ficar com o vice da Copa Sul-Americana.

Por outro lado, quatro clubes empatam como os que mais mudaram de técnico na última temporada. Botafogo, Corinthians, Santos e Coritiba tiveram três trocas de comissão técnica.

Desta maneira, considerando efetivados no cargo, quatro treinadores diferentes passaram por cada uma das quatro equipes. Confira abaixo todas as mudanças de técnico dos clubes do Brasileirão Série A, seguindo a ordem da classificação final na tabela:

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  • 1º – Palmeiras: Abel Ferreira;
  • 2º – Grêmio: Renato Gaúcho;
  • 3º – Atlético-MG: Eduardo Coudet (pediu demissão) > Felipão;
  • 4º – Flamengo: Sampaoli (demitido) > Tite;
  • 5º – Botafogo: Luis Castro (pediu demissão) > Bruno Lage (demitido) > Lúcio Flávio (demitido) > Tiago Nunes;  
  • 6º –  Red Bull Bragantino: Pedro Caixinha;
  • 7º – Fluminense: Fernando Diniz;
  • 8º – Athletico-PR: Paulo Turra (demitido) > Wesley Carvalho;
  • 9º – Internacional: Mano Menezes (demitido) > Eduardo Coudet;
  • 10º – Fortaleza: Vojvoda
  • 11º – São Paulo: Rogério Ceni (demitido) > Dorival Júnior
  • 12º – Cuiabá: Ivo Vieira (demitido) > António Oliveira;
  • 13º – Corinthians: Fernando Lázaro (retornou à comissão) > Cuca (pediu demissão) > Luxemburgo (demitido) > Mano Menezes;
  • 14º – Cruzeiro: Pepa (demitido) > Zé Ricardo (demitido) > Paulo Autuori;
  • 15º – Vasco: Maurício Barbieri (demitido) > Ramón Díaz
  • 16º – Bahia: Renato Paiva (pediu demissão) > Rogério Ceni
  • 17º – Santos: Odair Hellmann (demitido) > Paulo Turra (demitido) > Diego Aguirre (demitido) > Marcelo Fernandes;
  • 18º – Goiás: Armando Evangelista (demitido) > Mário Henrique (interino)
  • 19º – Coritiba: António Oliveira (demitido) > Antônio Carlos Zago (demitido) > Thiago Kosloski (demitido) > Guto Ferreira;
  • 20º – América-MG: Vágner Mancini (demitido) > Fabián Bustos (demitido) > Diogo Giacomini (interino);

Destaques das mudanças de técnico

Considerando o desenrolar da edição de Campeonato Brasileiro, dois casos se destacam nas trocas de comandos. Botafogo e Santos, dois dos clubes com mais mudanças de comissão técnica acabaram trazendo decepção para seus torcedores.

No caso do Glorioso, a equipe tinha um aproveitamento recorde sob a tutela de Luís Castro, disparando na liderança da competição. Porém, uma proposta do Al-Nassr, de Cristiano Ronaldo, acabou tirando o treinador português do comando do clube de General Severiano.

Sem Luís Castro, o Botafogo ainda manteve o desempenho no período gerido por Claudio Caçapa. No então, após a chegada de Bruno Lage para assumir o posto, o Glorioso passou a cair de rendimento. O também português não resistiu à pressão e acabou demitido. Depois, Lúcio Flávio, interino, foi efetivado.

No comando da equipe da Estrela Solitária, o ex-jogador não conseguiu recuperar o aproveitamento e ainda esteve à beira do gramado nas históricas viradas de Palmeiras e Grêmio contra o clube carioca. Por fim, foi demitido e Tiago Nunes chegou para tentar um último suspiro, sem sucesso.

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Já na Baixada Santista, Odair Hellmann sucumbiu às cobranças por uma temporada muito abaixo do esperado. Paulo Turra, sucessor de Odair, durou apenas 44 dias no comando do Peixe e foi demitido com apenas uma vitória pelo Alvinegro Praiano no Brasileirão. Diego Aguirre, teve aproveitamento ainda pior, deixando o clube paulista após 40 dias e somente uma vitória.

Por fim, o Santos escolheu manter Marcelo Fernandes como treinador da equipe para tentar se salvar no Brasileirão. No entanto, dependendo apenas de si, o Peixe não venceu seu último no Campeonato Brasileiro e acabou rebaixado pela primeira vez na história.