Jornalista discursa durante programa da Jovem Pan - Reprodução/YouTube
Sucessor de Felipão no Atlético-MG, Gabriel Milito rapidamente caiu nas graças do torcedor alvinegro. Em pouco tempo, o treinador fez do Galo ser o dono do melhor futebol apresentado atualmente no Brasil. Mesmo com sessões de treino reduzidas, deu intensidade e ousadia para o time mineiro. Apesar disso, Flávio Prado minimiza até aqui o trabalho do argentino.
Durante o programa Canelada, da Rádio Jovem Pan, o jornalista classificou Milito como um técnico que ainda não mostrou nada de diferente e credita o cenário positivo a qualidade técnica da equipe que tem nas mãos.
“Milito não tem nada de mais, nada de outro mundo. O Atlético contratou um treinador comum, chegou, está embalado. O treinador do Atlético não tem credencial nenhuma pra ser diferente…nada. Está embalado, está jogando bem, tem um baita elenco e ele não está atrapalhando. Basicamente é isso”, afirmou Flávio Prado.
“Não vai criar nada diferente, não é diferencial de nada. É um treinador comum, bom treinador. É comum”, acrescentou.
Desde a chegada de Milito ao Atlético foram dez jogos, sendo sete vitórias e três empates. São 23 gols marcados e apenas oito sofridos. Um aproveitamento de 80.0% contra 56.7% de Felipão.
‘Alvo’ de Flávio Prado, Milito prega cautela no Atlético
No Atlético desde o fim de março, Milito foi campeão mineiro sobre o rival, venceu as três primeiras partidas na fase de grupos da Libertadores, está em vantagem sobre o Sport na Copa do Brasil, é dono da segunda melhor campanha no Brasileirão e está invicto.
“Aqui todo mundo trabalha, todo mundo compete com humildade. Se nota que é um grupo de jogadores que querem vencer. Estão demonstrando jogo a jogo”, explica Milito.
Apesar do momento positivo, o treinador mantém pés no chão e sabe que muitas vezes é possível ir do céu ao inferno no piscar de olhos.
“É lógico que estamos muito felizes com este momento, mas sabemos muito bem como é o futebol. Quando ganha, o treinador parece o melhor, os jogadores parecem os melhores. Quando perde, o treinador é o pior, os jogadores são os piores”, analisou.

