Ganso volta a jogar pelo Fluminense, e Zubeldía avalia mais de uma posição para utilizá-lo
Camisa 10 vira opção na reta final como reserva de Lucho, mas técnico vê outras alternativas
Paulo Henrique Ganso entrou aos 32 minutos do segundo tempo na goleada do Fluminense (Lucas Merçon / Fluminense)
Paulo Henrique Ganso voltou a atuar pelo Fluminense na goleada por 6 a 0 sobre o São Paulo e gerou grande expectativa na torcida. Afinal, o retorno do jogador de 36 anos, após mais de dois meses machucado, acontece num momento importante, com a aproximação da semifinal da Copa do Brasil. E o técnico Luís Zubeldía já tem alguns planos para melhor utilizá-lo.
Ganso em disputa com Acosta
Durante a ausência do camisa 10, Lucho Acosta chegou, firmou-se e é um dos principais jogadores nesta reta final de temporada. Por isso, é inegável que o argentino é o meia titular no momento.
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Já Ganso disputará posição e, nesse retorno gradual, ficará mais como opção no banco de reservas. Até mesmo porque Acosta fisicamente não aguenta atuar os 90 minutos. E em um meio de campo do Fluminense com três jogadores, Zubeldía vê os dois jogando na mesma função.
“Rapidamente posso te responder que Ganso deveria ser o terceiro homem nessa zona centralizada, mas ao mesmo tempo esse tipo de jogador encontra espaços não só por ali. Ele pode sair para trás e passa a ser uma variante de toques curtos. Ou (os companheiros) o encontram por fora, pela lateral”, analisou Zubeldía.
Os dois meias juntos
Um segundo cenário levantado pelo treinador tem uma situação muito específica no jogo. Afinal, há a chance real de os dois estarem no meio de campo. O problema é que se o time ganha em técnica e passes, perde muito na marcação e na dinâmica do setor.
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Ainda assim, a saída de um volante, seja Martinelli ou Hércules, para Ganso jogar mais recuado é uma opção. Especialmente para um segundo tempo com a necessidade de buscar gols.
“Ele também pode ser um volante, Ganso e Lucho em algum momento convivendo. Como também Lima e outros jogadores que tenho. Ele pode jogar como um segundo ou terceiro homem no meio”, explicou.
Camisa 10 mais à frente
Zubeldía também enxerga espaço para usar Ganso de forma mais ofensiva. Neste caso, teria que tirar um atacante, embora essa possibilidade ainda exija testes nos treinos e maior compreensão do impacto tático na equipe.
“Ou também como um ‘falso nove’ que ele poderia descer e formar um diamante com os outros três volantes. Mas é tempo, por enquanto me conformo em tê-lo à disposição já. Depois vejo qual a melhor função que posso lhe dar na equipe”, completou o técnico argentino.
Por enquanto, o camisa 10 terá o retorno tratado com cuidado. Afinal, volta de uma lesão grau 2 na panturrilha esquerda e não atuava desde 13 de setembro, contra o Corinthians. A falta de ritmo e a idade avançada, além do histórico de problemas musculares, são preocupações no Fluminense para não perder sua referência na reta final.

