Paquetá e Vini Jr. Foto: Luciano Belford / AGIF (via AP)
O retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo trouxe festa, emoção e um detalhe que chamou atenção logo nos primeiros anúncios. O meia vestirá a camisa 20, número pouco comum entre os protagonistas do elenco rubro-negro. A decisão, porém, não foi aleatória. Paquetá escolheu a numeração como forma de homenagear Vini Jr, outro jogador formado no Ninho do Urubu e com quem dividiu os primeiros passos no futebol profissional.
A escolha foi divulgada pelo próprio clube nas redes sociais e rapidamente ganhou repercussão entre os torcedores. O gesto reforça o vínculo de Paquetá com sua trajetória no Flamengo e com personagens marcantes daquele período, marcado por ascensão rápida e identificação com a arquibancada.
Os números usados antes da saída do clube
Antes de seguir para a Europa, Lucas Paquetá teve outras numerações no Flamengo. Ao longo de sua primeira passagem, vestiu as camisas 39, 29 e 11. Em 2018, deixou o clube rumo ao Milan, da Itália, dando início à carreira internacional.
Já Vini Jr também se despediu naquele mesmo ano, em negociação com o Real Madrid. Desde então, ambos seguiram caminhos distintos fora do país, mas mantiveram a ligação com o Flamengo como ponto comum de origem e identidade.
A ligação com Vini Jr desde a base
O número 20 carrega um significado direto. Foi com essa camisa que Vini Jr atuou pelo Flamengo até 2018, ano em que deixou o clube para defender o Real Madrid. Naquele período, Vini despontava como uma das maiores promessas do futebol brasileiro e dividia o ambiente com Paquetá, que também ganhava espaço no time principal.
Os dois cresceram juntos no clube, compartilharam jogos decisivos e viveram uma fase de renovação do elenco rubro-negro. Ao escolher a mesma numeração, Paquetá resgata essa memória e presta uma homenagem pública ao amigo, hoje consolidado no futebol europeu.
Declaração que reforça identificação
Em declaração à Flamengo TV, Paquetá resumiu o sentimento do retorno e a ligação com o clube. “Talvez o Flamengo não precisasse de mim, mas eu precisava do Flamengo. Fico muito feliz por ver todo o carinho, porque eu me sinto muito identificado. Sou um de vocês em campo, e posso prometer que isso não vai mudar. Meu coração é rubro-negro, e vou demonstrar isso dentro de campo”, afirmou.
A fala ajuda a entender por que detalhes como o número da camisa ganham peso simbólico. A escolha do 20 se encaixa nesse contexto de memória, pertencimento e reconhecimento das raízes.
Próximos passos após a chegada
Depois da recepção no aeroporto, Paquetá seguiu para uma clínica particular para realizar exames médicos. Em seguida, o jogador se apresentou no Ninho do Urubu para iniciar a integração ao elenco.
Caso tenha o nome publicado no Boletim Informativo Diário da CBF até sexta-feira, o meia ficará à disposição para a decisão da Supercopa do Brasil, no domingo, contra o Corinthians. Enquanto isso, a camisa 20 já começa a contar uma nova história, ligada ao passado e projetada para o presente rubro-negro.

