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Palmeiras recusa proposta por Allan e define preço para vender a joia

Verdão barra investida de quase R$ 250 milhões e fixa preço acima de 40 milhões de euros

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Palmeiras recusa proposta por Allan e define preço para vender a joia

Allan em campo pelo Palmeiras. Foto: Fabio Giannelli/AGIF

O Palmeiras voltou a mostrar firmeza no mercado ao recusar uma investida pesada do Napoli por Allan. O clube italiano apresentou uma proposta de 35 milhões de euros fixos, além de cinco milhões em bônus por metas. No total, a operação poderia se aproximar de 250 milhões de reais. Ainda assim, a diretoria alviverde optou por não avançar nas conversas.

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A oferta chegou nos primeiros dias de 2026 e foi analisada internamente. Em seguida, a resposta foi direta. O clube entende que o momento esportivo pesa mais do que qualquer retorno financeiro imediato. Além disso, o valor não atingiu a pedida mínima estabelecida para liberar o jogador.

Apesar de descartar negociar a joia neste momento, o Palmeiras segue em busca de reforços. Isso porque o clube fez uma proposta por Jhon Arias.

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Assédio recorrente do mercado internacional

Antes do Napoli, o Zenit já havia tentado abrir negociação. Os russos ofereceram cerca de 20 milhões de euros fixos, com os mesmos cinco milhões em variáveis. A proposta também foi recusada sem maiores discussões. Desde então, o interesse europeu se intensificou, sobretudo após o desempenho de Allan na última temporada.

O meia-atacante de 21 anos passou a ser monitorado por clubes de diferentes ligas. A diretoria, porém, deixou claro que não pretende negociar agora. O entendimento é que o atleta ainda pode se valorizar mais, tanto em campo quanto no mercado.

Valorização e preço de saída

Internamente, o Palmeiras trabalha com uma régua semelhante à usada em negociações recentes de grandes promessas. A diretoria estipulou que só abrirá conversa por cifras acima de 40 milhões de euros. Esse patamar colocaria Allan entre as maiores vendas da história do futebol brasileiro.

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A avaliação leva em conta idade, potencial técnico e papel no elenco. O clube acredita que o jogador reúne características para atingir cifras ainda mais elevadas no futuro. Por isso, qualquer negociação agora só ocorreria em condições consideradas excepcionais.

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Peso esportivo no planejamento de 2026

Além do aspecto financeiro, a decisão passa pela ambição esportiva. A comissão técnica considera Allan peça central no modelo de jogo. Ele é visto como um atleta difícil de repor no mercado nacional e internacional.

O Palmeiras entra em 2026 com metas altas. A diretoria prioriza a manutenção da base titular para disputar todas as competições em alto nível. Nesse contexto, liberar um jogador consolidado no início da temporada é tratado como risco desnecessário.

Trajetória e afirmação no elenco

Allan encerrou 2025 em alta. Foi titular em boa parte da campanha que levou o clube à final da Libertadores e manteve regularidade ao longo do ano. Ao todo, disputou 54 partidas, marcou três gols e distribuiu seis assistências.

Curiosamente, sua ascensão não ocorreu com o mesmo rótulo de outras joias da base. Ele chegou ao Palmeiras em 2019, ainda no sub-15, vindo do Figueirense. Com o tempo, ganhou espaço, acumulou títulos nas categorias inferiores e se firmou no profissional.

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Cenário aberto para o futuro

O interesse europeu tende a continuar. O desempenho recente e a idade colocam Allan no radar de grandes centros. O Palmeiras, por sua vez, prefere administrar o processo com calma. A estratégia é clara: valorizar o ativo, manter competitividade e negociar apenas em condições consideradas históricas.

Assim, o clube segue blindando seus principais jogadores. A recusa ao Napoli reforça a postura adotada nos últimos anos. Primeiro vem o projeto esportivo. O mercado, quando entrar, terá de alcançar o patamar que o Verdão considera compatível com o potencial de sua joia.

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