No último encontro entre as equipes, o Corinthians levou a melhor por 3 a 2 em São Januário. (Foto: Celso Pupo / Alamy)
O Vasco está perto de fechar um novo acordo de patrocínio master para a temporada de 2026. O clube mantém conversas avançadas para estampar a marca EnergiaBet na parte frontal da camisa, em um contrato que pode representar um salto significativo nas receitas fora de campo.
As tratativas preveem cerca de R$ 70 milhões fixos por ano, além de valores adicionais ligados a ações de marketing, metas esportivas e bonificações comerciais. Internamente, o acordo é tratado como bem encaminhado, embora ainda não esteja assinado.
Fim do vínculo com a Betfair acelera negociações
A busca por um novo patrocinador ganhou força após o encerramento do contrato com a Betfair, que não exerceu a cláusula de renovação ao fim de 2025. A antiga parceria previa metas consideradas pouco realistas pela atual gestão da SAF e não chegou a atingir os valores máximos divulgados.
Com a camisa livre, a diretoria passou a negociar com diferentes empresas do setor de apostas. Além da EnergiaBet, outras marcas chegaram a ser avaliadas, mas a Responsa Gaming Brasil, responsável pela plataforma, assumiu a dianteira nas conversas.
Valores elevados e cláusulas em discussão
O modelo debatido entre Vasco e EnergiaBet vai além da exposição de marca. O pacote inclui aportes destinados a campanhas promocionais, ativações com a torcida e bônus atrelados a desempenho esportivo e engajamento comercial.
Há também a possibilidade de cooperação indireta em negociações de jogadores, algo que vem sendo discutido com cautela. O clube busca garantias financeiras robustas, multas contratuais claras e mecanismos de proteção contra inadimplência.
A exigência por segurança reflete aprendizados recentes e o momento de reconstrução administrativa vivido pelo Vasco.
Negociação ocorre em meio à reorganização da SAF
O possível novo patrocínio se insere em um contexto mais amplo de reestruturação do clube. O Vasco vive o último ano do atual ciclo de gestão após retomar o controle da SAF, enquanto avança no processo de venda das ações que pertenciam à 777 Partners.
O grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia conduz as tratativas para assumir a operação, ao mesmo tempo em que o departamento de futebol trabalha na reformulação do elenco sob o comando de Fernando Diniz.
A diretoria entende que o aumento da receita recorrente é essencial para sustentar o projeto esportivo e reduzir pressões financeiras no curto prazo.
O clube também vive a expectativa de faturar alto com vendas. O principal nome negociado do momento é do atacante Rayan.

