Agente André Cury vence ações milionárias contra o Corinthians
Decisões recentes liberam valores penhorados e disputa judicial sobre comissões não pagas segue em aberto
Breno Bidon salvou o Corinthians da derrota no clássico (Photo: Roberto Casimiro/Fotoarena)
O empresário André Cury obteve novas vitórias judiciais contra o Corinthians e conseguiu liberar parte dos valores que estavam bloqueados. As decisões, publicadas na última semana, reforçam uma disputa que se arrasta desde 2024 e envolve comissões e débitos relacionados a negociações de atletas.
Com os desbloqueios mais recentes, o agente já recuperou cerca de R$ 13 milhões apenas nos últimos meses. No entanto, o caso segue em andamento e ainda pode gerar novos desdobramentos financeiros para o clube paulista.
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Decisões recentes ampliam valores liberados
As determinações judiciais mais recentes autorizaram a liberação de R$ 2,1 milhões que estavam em disputa em dois processos distintos. Antes disso, no fim do ano passado, Cury já havia obtido a liberação de outros R$ 11 milhões em ações semelhantes.
A soma desses montantes chega ao total de R$ 13 milhões recuperados. Além disso, existe a possibilidade de o empresário receber mais R$ 14 milhões, dependendo de um novo julgamento previsto para os próximos dias.
As vitórias parciais indicam que parte das cobranças apresentadas pelo agente tem sido reconhecida pela Justiça.
Disputa envolve comissões e débitos antigos
André Cury move processos contra o Corinthians desde o início de 2024. As ações tratam principalmente de comissões não pagas e outros compromissos financeiros ligados a negociações conduzidas pelo empresário.
Desde então, a Justiça determinou bloqueios recorrentes nas contas do clube do Parque São Jorge. Essas medidas visaram garantir recursos suficientes para eventual pagamento das dívidas discutidas nos processos.
O impasse se transformou em uma disputa prolongada, com recursos e manifestações constantes de ambas as partes ao longo de 2025.
Regime de centralização virou ponto de conflito
No fim de 2024, o Corinthians informou que ingressou no Regime de Centralização de Execuções. O clube solicitou a suspensão de bloqueios individuais e defendeu que os valores deveriam ser direcionados ao plano geral de pagamento de dívidas.
Segundo o próprio Corinthians, o passivo relacionado ao empresário gira em torno de R$ 40 milhões dentro do plano apresentado à Justiça. A diretoria sustenta que as execuções deveriam respeitar a estrutura coletiva definida pelo regime.
Já a defesa de André Cury argumenta que parte dos bloqueios ocorreu antes da adesão ao mecanismo judicial. Por essa razão, o agente entende que tem direito à liberação direta de quantias específicas.
Novo julgamento pode alterar cenário
Em outro processo, o empresário chegou a bloquear mais de R$ 14 milhões referentes a direitos de transmissão pagos pela TV Globo. O juiz, porém, determinou que esse montante fosse transferido ao regime de centralização.
Um novo julgamento marcado para o dia 11 pode rever essa decisão. Caso o entendimento mude, o valor poderá voltar à disputa direta entre as partes.
Enquanto isso, a sequência de decisões mantém o tema em evidência no ambiente jurídico do futebol brasileiro. O desfecho definitivo ainda depende de análises adicionais, com impacto potencial relevante nas finanças do Corinthians.

