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CEO do Al Hilal dá resposta firme a Cristiano Ronaldo por ‘greve’ na Arábia Saudita

Esteve Calzada comenta insatisfação de CR7 no Al-Nassr, nega favorecimento do PIF e fala sobre o interesse da liga em Vinicius Jr

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
CEO do Al Hilal dá resposta firme a Cristiano Ronaldo por ‘greve’ na Arábia Saudita

Cristiano Ronaldo defende alto nível na Liga Árabe da qual faz parte desde 2023 (AP Photo/Chan Long Hei/Alamy)

A insatisfação de Cristiano Ronaldo com o cenário do futebol saudita voltou ao centro do debate público. Em entrevista à rádio espanhola Cadena SER, o CEO do Al-Hilal, Esteve Calzada, falou abertamente sobre a postura do atacante do Al-Nassr. O dirigente evitou confronto direto, mas respondeu de forma firme às críticas envolvendo suposto favorecimento do Fundo Público de Investimentos da Arábia Saudita.

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As declarações surgem em meio à repercussão da recusa de Cristiano em atuar em partidas recentes. Isso porque nos bastidores, o gesto passou a ser interpretado como uma “greve”, motivada por divergências com decisões do PIF e da liga local.

CEO evita polêmica, mas responde Cristiano Ronaldo

Ao ser questionado sobre os motivos da atitude do português, Calzada foi direto ao transferir a responsabilidade ao próprio jogador. “Você tem que perguntar a ele sobre os motivos”, afirmou o dirigente.

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Em seguida, o CEO do Al-Hilal relativizou o discurso de que o Al-Nassr estaria sendo prejudicado. “Eles tampouco fizeram um mercado ruim no último verão”, disse, antes de listar nomes importantes contratados pelo rival.

Favoritismo negado e mercado lembrado

O dirigente também ironizou a ideia de que apenas o Al-Hilal seria beneficiado pelo PIF. Isso porque, segundo ele, os movimentos recentes mostram equilíbrio entre os principais clubes sauditas.

“Trouxeram João Félix, Coman…”, lembrou Calzada, ao comentar as contratações do Al-Nassr. A fala buscou contextualizar o cenário e esfriar o debate sobre interferência direta nas disputas esportivas.

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Rivalidade cresce no futebol saudita

Calzada destacou que a intensidade do ambiente superou expectativas. “Há uma rivalidade forte e uma paixão muito grande por futebol nesse país”, afirmou. Em seguida, completou: “Eu nunca tinha imaginado que era assim. Já pensava ter visto de tudo”.

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A declaração ajuda a explicar reações mais contundentes de atletas experientes, como Cristiano Ronaldo, em um contexto ainda em consolidação. O dirigente reconheceu o impacto das estrelas, mas deixou implícito que o projeto não gira em torno de um único nome.

Interesse em Vinicius Jr. segue vivo na liga

Além do tema Cristiano Ronaldo, Calzada também comentou o interesse recorrente do futebol saudita em Vinicius Jr., do Real Madrid. Questionado sobre uma possível investida do Al-Hilal, ele negou qualquer negociação em andamento.

“Não tenho essa informação”, disse inicialmente. Em seguida, reforçou uma posição já conhecida da liga. “Sempre ressalto o que disse o CEO da Liga Saudita. Ele sempre disse que, no momento que o Vinicius estiver disponível no mercado, iria tentar trazê-lo para cá”.

Calzada fez questão de separar o desejo institucional da liga da realidade do clube que dirige. Ao falar especificamente do Al-Hilal, o CEO foi categórico. “No nosso caso, estou certo que não”.

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Segundo ele, o clube considera o elenco atual praticamente fechado. “Já temos no momento a equipe que a gente queria ter. Faltava só mais um nome na parte do ataque e ele veio”, completou, ao citar a recente chegada de Karim Benzema.

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