Lucas Paquetá (Flamengo) em partida contra o Lanús, no dia 19 de fevereiro de 2026 (Crédito: DiaEsportivo / Alamy Stock Photo)
O começo de temporada do Clube de Regatas do Flamengo trouxe um cenário inesperado para a comissão técnica e para os torcedores. Conhecido pela solidez defensiva em 2025, o time passou a conviver com dificuldades no setor e, agora, registra a defesa mais vazada entre os clubes da Série A em 2026.
Os números mostram uma mudança significativa de desempenho. Enquanto no ano passado o sistema defensivo era um dos pilares da equipe, neste início de calendário os adversários encontram mais espaços e conseguem finalizar com frequência. Como resultado, o Flamengo passou a sofrer gols em quase todas as partidas disputadas até aqui.
Números defensivos ligam sinal de alerta
Até o momento, o Flamengo disputou 12 jogos oficiais somando Campeonato Carioca, Brasileirão, Supercopa e Recopa. Nesse período, a equipe sofreu 17 gols, alcançando média de 1,4 gol por partida, segundo dados do Sofascore.
Além disso, o time conseguiu sair de campo sem ser vazado apenas uma vez, na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco. Assim, o índice de jogos sem sofrer gols permanece baixo, equivalente a apenas 8% das partidas disputadas na temporada.
Os números ganham ainda mais peso quando comparados aos demais clubes da elite nacional. O Flamengo lidera o ranking negativo de gols sofridos, à frente do Cruzeiro, que soma 15 tentos contra, enquanto outras equipes aparecem com marcas menores.
Defesas mais vazadas da Série A em 2026
- 17 gols – Flamengo
- 15 gols – Cruzeiro
- 13 gols – Grêmio, São Paulo, Santos, Coritiba, Atlético-MG e Botafogo
Sequência de gols sofridos evidencia instabilidade
Ao longo das primeiras semanas do ano, diferentes adversários conseguiram balançar as redes rubro-negras. Portuguesa, Bangu, Volta Redonda, Fluminense, São Paulo, Corinthians, Internacional, Sampaio Corrêa, Vitória, Botafogo e Lanús marcaram contra o time carioca.
Esse cenário indica que o problema não se limita a um único jogo ou competição. Pelo contrário, a equipe sofreu gols em torneios distintos, o que reforça a percepção de instabilidade coletiva no sistema defensivo.
Além disso, a média de finalizações necessárias para o adversário marcar também chama atenção. O Flamengo sofre um gol a cada 6,3 chutes sofridos, número considerado elevado para equipes que disputam títulos nacionais e continentais.
Uso do elenco sub-20 impactou estatísticas
Parte dos números defensivos está diretamente relacionada ao início do Campeonato Carioca, quando o clube utilizou o elenco sub-20 sob comando do técnico Bruno Pivetti. Naquele momento, o time empatou com a Portuguesa, perdeu para o Bangu e sofreu goleada diante do Volta Redonda.
Nessas três partidas, foram seis gols sofridos, média de dois por jogo. Embora o desempenho tenha pesado nas estatísticas gerais, o time principal também apresenta dificuldades defensivas.
Considerando apenas os jogos com o elenco principal, o Flamengo disputou nove partidas e sofreu 11 gols, mantendo média superior a um gol por confronto. Portanto, mesmo com os titulares, o setor ainda não alcançou a consistência esperada.
Flamengo com elenco principal
- 9 jogos
- 11 gols sofridos (1.22 por jogo)
Flamengo com elenco sub-20
- 3 jogos
- 6 gols sofridos (2 por jogo)
Desafios imediatos e pressão por reação
A sequência da temporada aumenta a necessidade de ajustes rápidos. O Flamengo volta a campo para enfrentar o Madureira pela semifinal do Campeonato Carioca, em partida que pode servir como ponto de virada para a equipe.
Na sequência, o clube encara o Mirassol pelo Campeonato Brasileiro, novamente no Maracanã. Assim, a comissão técnica busca corrigir falhas defensivas enquanto mantém o desempenho ofensivo competitivo.
Mais gols sofridos por jogo em 2026
- 1.42 – Flamengo
- 1.36 – Cruzeiro
- 1.3 – Remo

