Home Futebol Internacional pode sofrer penhora de bens por dívida milionária com Delcir Sonda

Internacional pode sofrer penhora de bens por dívida milionária com Delcir Sonda

Displan informa à Justiça que negociações fracassaram e cobra pagamento de dívidas milionárias do clube gaúcho

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Internacional pode sofrer penhora de bens por dívida milionária com Delcir Sonda

Internacional em campo pelo Brasileirão. Foto: Action Plus Sports Images/Alamy.

A situação financeira do Internacional voltou ao centro das atenções após um novo avanço judicial envolvendo a empresa Displan. A companhia, ligada ao empresário Delcir Sonda, comunicou ao tribunal do Rio Grande do Sul que não chegou a um acordo com o clube e pediu a continuidade da execução das dívidas. O movimento reacende a disputa jurídica e aumenta a pressão sobre a direção colorada.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O pedido foi protocolado na última quarta-feira (24) na Justiça de Porto Alegre. No documento, os advogados afirmam que as negociações não evoluíram e solicitam a adoção de medidas legais para garantir o pagamento integral dos valores cobrados. Caso não haja quitação dentro dos prazos estabelecidos, bens do clube poderão ser penhorados.

A soma das ações judiciais em andamento ultrapassa R$ 60 milhões. O cenário amplia a preocupação interna, principalmente em um momento de ajustes financeiros e reorganização administrativa.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Dívida antiga voltou a avançar na Justiça

O processo mais urgente envolve a cobrança de R$ 10.370.261,50 referentes a um empréstimo concedido ao clube em 2018. No fim de 2025, o Internacional tentou suspender a execução alegando que negociava um acordo com a empresa credora. Na ocasião, o clube pediu prazo adicional para formalizar uma solução consensual.

A defesa argumentou que a continuidade do processo poderia comprometer atividades essenciais da instituição. Segundo o clube, eventuais bloqueios financeiros afetariam pagamentos básicos e a manutenção das operações esportivas e administrativas.

Além disso, o Internacional questionou parte dos valores apresentados. A diretoria sustentou a existência de cobrança considerada excessiva, estimada em pouco mais de R$ 1 milhão. Por esse motivo, solicitou efeito suspensivo enquanto as tratativas seguiam em andamento.

PUBLICIDADE

Negociações travaram após interrupção inesperada

As conversas entre as partes começaram em dezembro, mas perderam ritmo nas semanas seguintes. O próprio clube informou à Justiça que a paralisação ocorreu após a piora no estado de saúde de Delcir Sonda, responsável direto pelas negociações.

PUBLICIDADE

Com base nesse argumento, o tribunal havia suspendido temporariamente o processo. No entanto, a nova manifestação da Displan mudou o cenário. A empresa declarou formalmente que não houve composição amigável, o que permitiu a retomada imediata da cobrança judicial.

A partir desse momento, o caso voltou ao estágio de execução, etapa em que o credor pode solicitar medidas mais rígidas para garantir o recebimento do valor devido.

Justiça estabelece prazos e prevê penhora

Em decisão recente, a juíza responsável pelo caso determinou que o Internacional terá três dias para efetuar o pagamento integral relacionado a duas ações específicas. O prazo começa a contar após a citação oficial do clube.

Caso o valor não seja quitado, o mandado já prevê ordem de penhora e avaliação de bens. Paralelamente, o tribunal concedeu 15 dias para apresentação de defesa formal nos processos em andamento.

PUBLICIDADE

Essas duas ações somam R$ 33.923.876,60. Além delas, existe um quarto processo movido pela Displan que cobra outros R$ 16.443.073,73. Esse pedido ainda aguarda decisão judicial e permanece sob análise.

Clube busca renegociação enquanto processo avança

Internamente, o Internacional reconhece os débitos e tenta construir alternativas para reduzir o impacto financeiro. A estratégia passa pela renegociação de prazos e pela revisão dos juros aplicados, que representam parcela significativa da dívida total.

Dirigentes avaliam que uma eventual readequação dos valores poderia tornar o pagamento viável dentro do planejamento orçamentário atual. Entretanto, a falta de avanço nas conversas recentes dificulta qualquer previsão de acordo no curto prazo.

Enquanto os advogados seguem em diálogo, o processo avança em ritmo judicial. O caso expõe novamente os desafios financeiros enfrentados pelo clube e mantém o ambiente de incerteza fora das quatro linhas, justamente em um período decisivo da temporada esportiva.

PUBLICIDADE
Better Collective