Mauro Cezar critica Filipe Luís após vice do Flamengo e aponta “bagunça” tática
Jornalista responsabiliza treinador pelas escolhas contra o Lanús e questiona organização do time após derrota no Maracanã
Mauro Cezar, jornalista da Jovem Pan (Reprodução)
A derrota do Flamengo para o Lanús, que resultou no vice-campeonato da Recopa Sul-Americana, abriu um novo capítulo de cobranças sobre o trabalho de Filipe Luís. Logo após o jogo no Maracanã, o jornalista Mauro Cezar Pereira direcionou críticas diretas ao treinador rubro-negro.
O confronto teve momentos de equilíbrio, mas terminou com dois gols sofridos pelo Flamengo na reta final da prorrogação. A derrota ampliou a pressão sobre a comissão técnica e intensificou o debate sobre identidade tática da equipe em partidas decisivas.
Críticas diretas à escalação e ao plano de jogo
Durante análise em seu canal, Mauro Cezar afirmou que o Flamengo apresentou problemas estruturais desde o início da partida. De acordo com o comentarista, a formação escolhida não favoreceu o desempenho ofensivo e revelou excesso de convicções pessoais do treinador.
“Mais um papelão, uma partida horrorosa, uma escalação difícil de entender, uma escalação autoral”, declarou o jornalista. Ele também criticou a insistência em ideias que, segundo sua avaliação, não funcionaram em campo.
O comentarista destacou especialmente a ausência de um centroavante como referência ofensiva. Isso porque na visão dele a decisão comprometeu a presença do time na área adversária. “Escalou jogadores que não têm faro de gol, tendo só um centroavante no elenco e não utilizando”, afirmou.
A leitura apresentada aponta que o Flamengo teve posse de bola, mas encontrou dificuldades para transformar domínio em chances claras. A equipe circulou a bola sem agressividade constante, algo que, para o jornalista, refletiu falhas no planejamento da partida.
Mauro Cezar aponta desorganização coletiva
Além da escalação inicial, Mauro Cezar criticou as mudanças realizadas ao longo do jogo. Ele avaliou que as substituições aumentaram a desordem tática e impediram reação consistente do time.
“Uma bagunça o time do Flamengo, mexidas estapafúrdias do Filipe Luís”, disse. O jornalista acrescentou que o adversário apresentou maior clareza estratégica, mesmo com menor qualidade técnica individual.
De acordo com o jornalista, o Lanús executou um plano simples e eficiente, explorando espaços deixados pela equipe brasileira. A crítica central recai sobre a falta de equilíbrio entre posse e objetividade. Para Mauro, o Flamengo tentou controlar o jogo sem conseguir criar superioridade real.
“Flamengo perdeu para um time inferior, mas que tinha um plano de jogo”, afirmou. Ele ainda classificou a atuação como “muito ruim”, reforçando a responsabilidade do treinador pelo desempenho coletivo.
Filipe Luís defende atuação e evita apontar culpados
Após a partida, Filipe Luís adotou discurso diferente. Em entrevista coletiva, o técnico destacou o esforço dos jogadores e associou o resultado ao momento emocional vivido pelo elenco.
“Os jogadores deram tudo que tinham dentro do campo. O resultado a gente não controla”, afirmou. O treinador citou a falta de confiança como fator relevante para explicar a queda de rendimento em momentos decisivos.
Ele também evitou individualizar responsabilidades pela derrota. “Estamos todos juntos. Perdemos todos juntos”, declarou, ao comentar o desempenho da equipe na decisão continental.
Filipe Luís argumentou que o Flamengo criou volume ofensivo e conseguiu chegar ao campo adversário, embora não tenha convertido as oportunidades. Para ele, o futebol nem sempre recompensa o time que produz mais durante o jogo.

