Rizek relembra Ronaldo de 2002 e pede cautela ao falar sobre Neymar fora da Copa
Jornalista afirma que cenário atual torna presença do atacante improvável, mas evita decretar ausência definitiva no Mundial
André Rizek, apresentador do SporTV (Reprodução)
O debate sobre a possível ausência de Neymar na Copa do Mundo de 2026 ganhou novo capítulo após uma publicação do jornalista André Rizek nas redes sociais. Em meio às dúvidas sobre a condição física do atacante e sua sequência recente, o comentarista pediu calma antes de qualquer conclusão definitiva. Segundo ele, a história do futebol mostra que cenários considerados improváveis podem mudar rapidamente.
Ao recorrer a um exemplo marcante da seleção brasileira, Rizek reacendeu uma comparação inevitável com o passado. A lembrança do período que antecedeu a Copa de 2002 serviu como ponto central da reflexão e abriu espaço para novas discussões entre torcedores e analistas.
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A publicação que reacendeu o debate
Na rede social X, o jornalista iniciou o comentário com a expressão “ÓBVIOS ULULANTES”, usada para criticar certezas antecipadas no futebol. Logo em seguida, ele abordou diretamente o momento vivido por Neymar.
“Hoje, parece loucura imaginar Neymar na Copa”, escreveu. A frase sintetiza o sentimento dominante entre parte do público, que vê o jogador distante de condições ideais para disputar o Mundial.
Ainda assim, Rizek evitou tratar o cenário como irreversível. Em vez disso, ele apresentou um contraponto histórico para relativizar previsões feitas com tanta antecedência.
O paralelo com Ronaldo antes de 2002
Para sustentar o argumento, o jornalista relembrou o caso de Ronaldo meses antes da Copa do Mundo de 2002. Na época, o atacante enfrentava um longo processo de recuperação e acumulava dúvidas sobre sua capacidade de voltar ao alto nível.
“A cinco meses do Mundial de 2002, ninguém achava viável Ronaldo jogar”, afirmou. O comentário destacou como o ambiente ao redor da seleção brasileira era marcado por ceticismo semelhante ao observado atualmente.
Rizek fez questão de estabelecer limites na comparação. “Neymar não é Ronaldo — nem tentem comparar, por favor”, escreveu, reforçando que as trajetórias individuais são diferentes. Mesmo assim, ele apontou que o episódio serve como alerta contra conclusões definitivas.
A imprevisibilidade do futebol em ano de Copa
Segundo o jornalista, o exemplo do chamado “Fenômeno” mostra que o futebol frequentemente desafia previsões. Lesões evoluem, atletas recuperam confiança e contextos mudam em pouco tempo. Por isso, avaliações feitas meses antes de uma Copa costumam perder força rapidamente.
“O caso do Fenômeno mostra como é bobagem decretar qualquer coisa hoje”, destacou. A mensagem não ignora as dificuldades atuais de Neymar, mas sugere que o cenário ainda permanece aberto.
Além disso, o ciclo final antes do Mundial costuma transformar disputas internas por vaga. Convocações, amistosos e desempenho em clubes podem alterar completamente a percepção sobre determinados jogadores.

