Sneijder relata 5 mil ameaças de argentinos após apoiar Vini Jr. em polêmica na Champions
Ex-astro holandês criticou a atitude de jogador do Benfica e afirmou que recebeu mensagens ofensivas
Ex-meia defendeu Vini Jr. (Crédito:: Nicolò Campo/Alamy Live News)
O ex-meia Wesley Sneijder, da Inter de Milão e da seleção da Holanda, afirmou ter recebido cerca de quatro a cinco mil mensagens ofensivas e ameaças de morte de argentinos após manifestar apoio ao atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, em um caso de racismo na Champions, cometido pelo atacante Prestianni.
De acordo com Sneijder, as ameaças vieram depois que ele comentou publicamente a acusação feita por Vini Jr. contra Gianluca Prestianni, do Benfica. O ex-jogador revelou o impacto da repercussão durante participação em um programa de TV holandês.
– Acho que recebi quatro ou cinco mil ameaças da Argentina nas minhas mensagens diretas porque dei minha opinião sobre o assunto. Sim, é verdade. Aqueles que me ameaçam também têm direito à sua opinião. Mas eu também tenho uma opinião baseada no que vejo.
Além disso, Sneijder criticou a postura do atleta envolvido na acusação. Para ele, a atitude durante o jogo não esteve alinhada ao contexto da partida.
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Racismo com Vini Jr: entenda a acusação e a investigação
O caso ocorreu após Vini Jr. marcar um gol decisivo na partida válida pela Champions. Durante a comemoração, houve reação no banco do clube português. De acordo com o brasileiro, o adversário o teria chamado de “macaco” naquele momento.
A denúncia foi reforçada por Kylian Mbappé, companheiro de equipe no Real, que afirmou ter ouvido o termo racista repetidas vezes. Como consequência, o árbitro François Letexier acionou o protocolo antirracismo, e a partida ficou interrompida por cerca de dez minutos.
Posteriormente, o Real formalizou denúncia junto à Uefa, que abriu investigação com base no Artigo 14 do Regulamento Disciplinar, relacionado a comportamento discriminatório. Como medida inicial, Prestianni foi suspenso provisoriamente por uma partida.
O jogador argentino, por sua vez, negou a acusação. Em publicação nas redes sociais, afirmou que houve má interpretação do que foi dito. Segundo relatos divulgados pela imprensa europeia, ele alegou ter utilizado outro termo, também ofensivo, mas não de cunho racial.
A repercussão ultrapassou o ambiente esportivo. A CBF cobrou rigor nas apurações, enquanto autoridades portuguesas anunciaram investigação administrativa. Além disso, atletas e personalidades do esporte manifestaram apoio ao atacante brasileiro.
Portanto, o caso evidencia como a discussão sobre racismo no futebol continua gerando forte polarização. Ao mesmo tempo em que há solidariedade, surgem reações hostis nas redes sociais. A investigação segue em andamento, e novas decisões disciplinares podem ser anunciadas nos próximos dias.

