Viola, ex-atacante durante participação no Mesa Redonda (Crédito: Reprodução/YouTube)
O ex-atacante Viola voltou ao noticiário após decisão da Justiça de São Paulo. Campeão do mundo com a Seleção em 1994, Paulo Sérgio Rosa recebeu sentença de 3 anos e 10 meses de detenção, em regime aberto, por porte ilegal de arma de fogo. Entretanto, a Justiça converteu a pena privativa de liberdade em prestação de serviços comunitários.
O processo teve início em 2012, após denúncia relacionada a um episódio envolvendo sua ex-esposa. Na ocasião, o ex-jogador se trancou dentro de casa com o filho depois de perder a guarda da criança. Diante da situação, testemunhas acionaram a polícia, que compareceu ao local.
Durante a vistoria na residência, os agentes encontraram uma espingarda, um revólver e munições. Como resultado, o ex-atacante chegou a permanecer preso por cinco dias naquele período. Desde então, o caso seguiu tramitando até a decisão recente.
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Decisão judicial e possibilidade de recurso
O juiz Gustavo Nardi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferiu a sentença e acolheu o pedido do Ministério Público. Assim, ele estabeleceu a condenação no processo criminal. Contudo, ao considerar as circunstâncias legais, o magistrado substituiu a pena por prestação de serviços comunitários pelo mesmo período estipulado.
Além disso, o ex-jogador também deverá pagar multa equivalente ao valor do salário-mínimo vigente em 2012, ano em que a ação foi iniciada. Ainda cabe recurso, e a defesa poderá tentar reverter ou modificar a decisão nas instâncias superiores.
Atualmente com 57 anos, o nome de Viola repercute não apenas pelo histórico judicial, mas também por sua trajetória no futebol. Revelado no interior paulista, o ex-atacante construiu carreira de destaque no cenário nacional. Ele teve passagens marcantes por equipes como Corinthians, Palmeiras, Santos e Vasco, além de experiências no exterior, atuando no Valencia, da Espanha, e no Gaziantepspor, da Turquia.
O ponto alto da carreira foi a conquista da Copa do Mundo de 1994 com a Seleção Brasileira, nos Estados Unidos. Na campanha do tetracampeonato, o atacante integrou o elenco que encerrou um jejum de 24 anos sem título mundial.
Portanto, o caso marca um novo capítulo na vida do ex-jogador. Embora a pena tenha sido convertida em serviços comunitários, a condenação formaliza o desfecho de um processo que se arrastava há mais de uma década. Agora, o desdobramento dependerá da eventual apresentação de recurso por parte da defesa.

