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Bap freia projeto de estádio do Flamengo e expõe entraves financeiros

Presidente Luiz Eduardo Baptista explica limitações do clube, mesmo com alta receita, e aponta necessidade de cautela

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Bap freia projeto de estádio do Flamengo e expõe entraves financeiros

Bap explicou demissão de Filipe aos conselheiros (Crédito: Paulo Reis/Flamengo)

O Flamengo voltou a tratar publicamente do projeto de construção de um estádio no terreno do Gasômetro, na Zona Portuária do Rio. Em entrevista ao podcast Mengocast, o presidente Luiz Eduardo Baptista explicou por que as obras não devem começar no curto prazo.

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Segundo o dirigente, a principal questão envolve o equilíbrio financeiro do clube. Embora o Flamengo registre faturamento elevado, ele destacou que isso não significa disponibilidade imediata de recursos para investimentos de grande porte.

“O Flamengo tem dinheiro, mas ele não é infinito. As pessoas falam que o Flamengo fatura R$ 2,2 bilhões, mas a gente não lucra esse valor. É diferente o faturamento do que sobra de dinheiro”

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Diferença entre receita e lucro pesa na decisão

Ao aprofundar o tema, Luiz Eduardo Baptista ressaltou que o resultado financeiro do clube, apesar de positivo, não comporta sozinho um projeto dessa dimensão. Ele citou o superávit recente como exemplo da limitação prática.

“Ano passado sobraram R$ 364 milhões, é muito dinheiro para qualquer clube do Brasil, mas não paga 70% do juros de um ano desse capital do estádio”

Dessa forma, o presidente indica que a construção exigiria um nível de investimento que poderia comprometer outras áreas. A avaliação interna, portanto, aponta para cautela antes de avançar com o projeto.

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Mudança de planejamento altera cronograma inicial

A atual gestão também revisou o planejamento anterior. Durante o mandato de Rodolfo Landim, o clube chegou a adquirir o terreno e projetar a inauguração do estádio para 2027.

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No entanto, ao assumir, Baptista optou por reavaliar as prioridades. O cronograma foi descartado, e novos estudos técnicos passaram a ser conduzidos. A decisão reflete uma mudança de abordagem, com foco maior na sustentabilidade financeira.

“O Flamengo tem muito dinheiro para o padrão de clubes de futebol que temos no Brasil, mas não para construir estádio do tamanho que o clube e a torcida deseja. É uma questão de estágio e momento que estamos no tempo. Para fazer o estádio, eu teria que renunciar a outras coisas”

Terreno do Gasômetro é mantido após articulação política

Enquanto o clube ajusta seus planos, a situação do terreno foi definida nos bastidores. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, garantiu a manutenção da área para o Flamengo após articulação com diferentes esferas do poder público.

A definição ocorreu em reunião que envolveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Esther Dweck e representantes da prefeitura. O acordo assegura que o terreno, adquirido pelo clube, segue destinado ao projeto do estádio.

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“Fechamos o acordo que envolve Prefeitura, Governo Federal e AGU — ou seja: terreno do Gasômetro garantido para o Flamengo sem qualquer risco”

Cenário ainda depende de decisões financeiras

Apesar da garantia institucional, o avanço do projeto continua condicionado à capacidade de investimento do Flamengo. Nos bastidores, o debate envolve encontrar um modelo que viabilize a obra sem comprometer o fluxo financeiro do clube.

Assim, o terreno permanece assegurado, mas a construção ainda depende de novos estudos e decisões estratégicas. O projeto segue em aberto, enquanto a diretoria avalia os próximos passos.

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