Dorival Júnior está pressionado no cargo (Crédito: Marco Galvao/Fotoarena/Alamy)
Campeão da Copa do Brasil e da Supercopa, Dorival Júnior vê a euforia com esses títulos se esvair a cada vez que escala o time do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Antes do confronto contra o Flamengo, neste domingo, na Neo Química Arena, o treinador sente a maior pressão sobre seu trabalho desde que assumiu a equipe em 2025.
Conforme informações do site UOL, Dorival Júnior contava com alguns aliados dentro do clube que sustentavam o seu prestígio. Contudo, os resultados ruins e, mais ainda, as atuações bem longe do esperado fizeram o experiente treinador perder grande parte dessa força internamente.
Ainda segundo o site UOL, os dirigentes corintianos não esperam um resultado positivo contra o rival carioca, mas uma mudança de postura do time. O site relata que, dentro do clube, um revés contra um dos melhores times do país é considerado normal, mas, ainda assim, uma derrota pode fazer a pressão explodir.
Más atuações contra Portuguesa e Novorizontino, pelo Campeonato Paulista, além dos confrontos contra Coritiba e Chapecoense obrigam não somente o elenco, mas a comissão técnica a dar uma resposta imediata contra o Flamengo, adversário do título da Supercopa no início do ano.
Conforme informações do site UOL, qualquer decisão em torno da demissão de Dorival Júnior está condicionada aos resultados. Ou seja, não há qualquer movimento do treinador para um pedido de demissão. Pelo contrário, a comissão técnica entende que há espaço para a melhora do time.
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Dorival pede voto de confiança
Durante as entrevistas coletivas, Dorival Júnior tem demonstrado força, mas sabe que vem sofrendo um processo de fritura internamente. Em meio à pressão sofrida, principalmente nas últimas semanas, o treinador vem pedindo paciência e um voto de confiança da diretoria.
“Pode falar com a diretoria do clube. Estou fazendo meu melhor, dando meu melhor. A partir do momento que a diretoria quiser uma alteração, eu sei meu caminho de casa. Estou tranquilo em relação a isso. Estou dando meu melhor pelo Corinthians, como foi ano passado”, analisou o momento.
“As cobranças foram grandes, mesmo sabendo que não tínhamos contratações e 12 jogadores no departamento médico. Depois comemoraram, não? O importante é como se finaliza o campeonato, e não como se inicia”, prosseguiu.
“Se eles (diretoria) acreditarem, confiarem, podem ter certeza de que os resultados vão acontecer. Sei como fazer, chegar. Já mostrei em muitas oportunidades que eu sei como chegar em finais de competições”, completou depois do jogo contra a Chape no meio de semana.
O Corinthians tem nove pontos e aparece na nona colocação na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

