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Estudo revela que técnicos estrangeiros têm mais tempo e sofrem menos pressão no Brasil

Levantamento aponta que treinadores de fora resistem mais mesmo com desempenho inferior

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Estudo revela que técnicos estrangeiros têm mais tempo e sofrem menos pressão no Brasil

Filipe Luís se despediu dos jogadores no Ninho do Urubu (Crédito: Jorge Rodrigues/AGIF/Alamy Live News)

O futebol brasileiro é conhecido pela alta rotatividade de treinadores. No entanto, um estudo recente trouxe um novo olhar sobre esse cenário e apontou uma diferença importante no tratamento dado aos profissionais. Segundo levantamento do Bolavip Brasil, técnicos estrangeiros recebem cerca de “20% mais tolerância” dos dirigentes em comparação com treinadores brasileiros.

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A análise reforça uma percepção antiga nos bastidores do futebol. Ainda assim, desta vez, os números confirmaram essa diferença de forma clara e objetiva.

Estudo analisa demissões entre 2019 e 2026

Para chegar a essa conclusão, o Bolavip Brasil analisou os 100 trabalhos mais longos encerrados por demissão no período entre 2019 e 2026. O levantamento considerou 28 clubes que disputaram ao menos uma edição da Série A nesse intervalo.

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Além disso, os pesquisadores avaliaram o desempenho dos técnicos nas dez partidas anteriores à demissão. Dessa forma, foi possível identificar padrões no momento em que os dirigentes optam pela troca de comando.

Estrangeiros resistem mais mesmo com pior desempenho

Os dados mostram uma diferença significativa. Em média, técnicos brasileiros foram demitidos com 42,5% de aproveitamento nos jogos anteriores à saída.

Por outro lado, treinadores estrangeiros só perderam o cargo quando o rendimento caiu para 34,1%. Ou seja, eles permaneceram no cargo mesmo com desempenho inferior.

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Na prática, isso indica que os profissionais de fora conseguem atravessar períodos mais longos de instabilidade antes de serem desligados.

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Casos extremos reforçam diferença

Além da média geral, o estudo também destacou situações específicas que chamam atenção. Alguns técnicos estrangeiros permaneceram no cargo mesmo com aproveitamento muito baixo.

Foi o caso de Gabriel Milito, que deixou o Atlético-MG com apenas 10% de aproveitamento. Da mesma forma, Juan Pablo Vojvoda e Pepa foram demitidos com 16,6%, em passagens por Fortaleza e Sport, respectivamente.

Esses números mostram que, mesmo em cenários críticos, os estrangeiros costumam ter mais tempo antes da demissão.

Brasileiros sofrem pressão mesmo com bons números

Por outro lado, técnicos brasileiros enfrentam uma realidade bem diferente. Em muitos casos, eles perdem o cargo mesmo apresentando desempenho superior.

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Um exemplo recente é Filipe Luís, que deixou o Flamengo com 53,3% de aproveitamento.

Além disso, Rogério Ceni teve trabalhos interrompidos com média de 63,3% de rendimento.

Outro caso citado é o de Enderson Moreira, que acumulou quatro demissões no período analisado, com média de 55,8% de aproveitamento antes das saídas.

Diferença expõe padrão no futebol brasileiro

Diante desses números, o estudo evidencia um padrão claro no futebol nacional. Enquanto estrangeiros recebem mais tempo para desenvolver seus trabalhos, brasileiros convivem com pressão constante por resultados imediatos.

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Assim, a diferença de tratamento levanta questionamentos sobre critérios adotados pelos dirigentes. Ao mesmo tempo, reforça o debate sobre valorização dos profissionais locais no futebol brasileiro.

Contrariando a tendência, o técnico Vojvoda está ameaçado no Santos.

Better Collective