Home Futebol Fluminense projeta R$ 218 milhões em vendas de jogadores; veja quem deve sair

Fluminense projeta R$ 218 milhões em vendas de jogadores; veja quem deve sair

Clube aposta em negociações no mercado para sustentar receitas e prevê debate decisivo nas Laranjeiras

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Fluminense projeta R$ 218 milhões em vendas de jogadores; veja quem deve sair

Agustín Canobbio (Fluminense) em partida contra o Vasco, no dia 1 de março de 2026 (Crédito: Andre Paes / Alamy Stock Photo)

O Fluminense convocou a continuidade da reunião do Conselho Deliberativo para o dia 23 de março. O encontro acontecerá nas Laranjeiras e terá como pauta central a votação do orçamento de 2026. O documento, que não foi aprovado no ano passado, detalha as projeções financeiras e revela uma forte dependência de receitas com transferências de jogadores.

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A diretoria estruturou o planejamento com base em três pilares principais. O clube espera arrecadar com direitos de transmissão, acordos comerciais e negociações no mercado. Ainda assim, o peso maior recai sobre a venda de atletas, que aparece como o principal motor financeiro para o próximo ciclo.

Vendas de jogadores lideram projeção de receitas

O orçamento prevê R$ 152,3 milhões em receitas de TV. Além disso, o clube projeta R$ 123,5 milhões em receitas comerciais, impulsionadas por contratos e parcerias. No entanto, a maior expectativa está nas transferências, com meta de R$ 218,1 milhões ao longo do ano.

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O presidente Mattheus Montenegro explicou que esse modelo segue uma lógica comum no futebol brasileiro. Segundo ele, o clube historicamente depende da venda de jogadores para equilibrar as contas.

“No futebol mundial e, especialmente, no futebol brasileiro, o orçamento prevê pouco mais de 200 milhões de reais em vendas de jogadores. Isso não é algo fora do padrão”, afirmou.

Ele também destacou que o clube já recusou propostas recentes por alguns atletas. Ainda assim, deixou claro que novas negociações podem ocorrer durante a temporada, dependendo das condições de mercado.

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Planejamento prevê flexibilidade ao longo da temporada

A diretoria trabalha com margem de adaptação caso a meta de vendas não seja atingida. Nesse cenário, o clube pretende compensar com outras fontes de receita, como premiações esportivas. O próprio presidente relembrou o que aconteceu em 2023, quando o time priorizou a disputa da Copa Libertadores da América e abriu mão de negociações.

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“Se não atingirmos a meta de vendas, podemos compensar com outras receitas, como premiações”, explicou.

Apesar disso, o cenário atual apresenta desafios. Diferente de outros anos, o elenco não tem jogadores claramente disponíveis para negociação imediata. Atletas valorizados seguem como peças importantes, o que pode dificultar grandes vendas no curto prazo.

Elenco valorizado reduz margem para negociações

O clube entende que nomes mais consolidados só deixarão o elenco diante de propostas consideradas irrecusáveis. Esse contexto difere de temporadas anteriores, quando algumas saídas já estavam encaminhadas. Ao mesmo tempo, jovens da base perderam espaço com o aumento da competitividade no grupo principal.

Diante disso, a tendência é que eventuais negociações envolvam jogadores com perfil intermediário. Ou seja, atletas experientes, com participação frequente, mas sem o mesmo destaque no mercado internacional.

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Enquanto isso, outras receitas complementam o planejamento. O clube projeta R$ 71 milhões com sócios e cerca de R$ 38,9 milhões com bilheteria. Além disso, estima arrecadar R$ 25 milhões com a operação do Maracanã.

A lista de saídas conta com Santi Moreno, que já foi negociado. Freytes, Bernal, Hércules, Serna, Canobbio e John Kennedy também podem sair.

Custos elevados e foco no futebol marcam orçamento

Do lado das despesas, o orçamento prevê R$ 50,8 milhões com logística e operação de jogos. A folha salarial do futebol profissional aparece como um dos maiores compromissos, estimada em R$ 23,8 milhões mensais, com possibilidade de reajustes.

O clube também reservou R$ 45 milhões para a gestão da dívida, incluindo obrigações tributárias. Parte desse valor pode ser direcionada para fortalecer negociações relacionadas à SAF.

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