Léo Ortiz analisa a diferença entre os trabalhos de Filipe Luís e Leonardo Jardim (Crédito: Associated Press / Alamy Stock Photo)
O zagueiro Léo Ortiz é um dos pilares do Flamengo, que venceu a maioria dos títulos entre o fim de 2024 e 2026. Fazendo dupla com Léo Pereira, o defensor agora vislumbra o futuro dentro da equipe, mas sem esquecer do passado recente. Por isso, o camisa 3 do Flamengo fez um comparativo entre os técnicos do time.
Filipe Luís, treinador das conquistas, e agora Leonardo Jardim, que assumiu a equipe no lugar do antigo comandante. Léo Ortiz fez questão de fazer uma comparação entre o trabalho dos dois profissionais. Conforme as suas palavras, Filipe e Jardim têm estilos distintos.
“Com o Filipe era uma ideia de jogo mais dele, com características nossas que encaixavam na maneira de ficar mais com a bola. O Jardim, não digo que é um cara que pensa no reativo, mas sim um jogo mais direto. Se tem oportunidade de atacar o adversário, ele busca implementar mais isso”, disse o zagueiro, que esteve presente no lançamento do documentário do Zico.
“Em alguns momentos vamos roubar a bola e buscar o gol mais vezes, e em outros momentos vai ter um equilíbrio. Talvez com o Cruzeiro ano passado parecia mais desse jeito (reativo), porque os times não defendiam com linhas muito baixas. Contra o Flamengo isso acontece muito mais vezes”, completou.
Leia mais: Flamengo banca permanência de Plata após crise interna e cobra resposta em campo
Léo Ortiz elogia treinador português
O camisa 3 da zaga do Flamengo tem conseguido se adaptar melhor ao estilo de jogo de Leonardo Jardim. Segundo o defensor, o que vem facilitando o time é a qualidade do jogo e a tentativa de encontrar um equilíbrio entre atacar com intensidade e não desperdiçar o gás da equipe.
“Não adianta um ataque direto a todo momento e perder muito a bola, se desgastando. Em alguns momentos você mantém mais o equilíbrio, tenta girar mais para achar melhor os espaços. Acho que ele tem conseguido usar isso muito bem”, analisou, e seguiu:
“Contra o Remo a gente fez muito isso, teve ataque direto, marcamos muitos gols, mas, em outros momentos, controlamos o jogo com a bola. Isso ele gosta. O que ele buscou implementar mais é, quando vir o espaço para atacar, buscar a maior quantidade de gols possível, tentar matar o jogo mais rápido.”
Zagueiro ainda tem esperança de ir à Copa
Durante a sua melhor fase no Flamengo, o time sustentou um sistema que menos levou gols no Campeonato Brasileiro. Naquele período, chegou a ser convocado por Carlo Ancelotti para integrar a Seleção Brasileira. Neste momento, tem visto Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro por lá.
Embora esteja fora da equipe do treinador italiano há algum tempo, Léo Ortiz ainda nutre esperança de ir à Copa do Mundo. No entanto, caso não seja convocado, vai se manter preparado e torcerá pelos companheiros que vão ao Mundial.
“Claro, se tratando de Seleção, é óbvio que eu acompanho o dia a dia, todas as reportagens de quem está lá e os jogos, obviamente. A gente sempre nutre uma esperança (de convocação) por ter participado desse ciclo. Não tive uma constância lá, mas participei, deu para mostrar meu trabalho”, afirmou.
“Tem que ficar pronto. Passa muito pelo que você faz no clube, no dia a dia. A gente sabe que, infelizmente, acontecem diversas coisas nesse tempo, jogadores sendo cortados, e não adianta se preparar para a hora da convocação, tem que ser diariamente. Se a oportunidade surgir, você tem que estar pronto”, prosseguiu.
“Com certeza vou estar com a família assistindo (pela TV no dia 18), todos os brasileiros acabam fazendo isso. Mas vamos deixar o celular de cantinho, trazer uma energia positiva. Se eu estiver, vai ser uma felicidade imensa; senão, vamos estar apoiando o Brasil e torcendo para que venha o hexa”, finalizou.

