Home DESTAQUE Após confusão na final, Cruzeiro e Atlético fecham acordo e aguardam aval do tribunal

Após confusão na final, Cruzeiro e Atlético fecham acordo e aguardam aval do tribunal

Clubes aceitam punições pela briga generalizada, e o TJD-MG analisará o caso

Por Luiz Gustavo Moreira em 24/03/2026 19:05 - Atualizado há 4 horas

Cruzeiro e Atlético protagonizaram uma confusão na final do Mineiro (Crédito: Fernando Moreno/AGIF)

A punições a Atlético e Cruzeiro já têm um desfecho encaminhado nos bastidores. Após a confusão generalizada na final do Campeonato Mineiro, as partes envolvidas chegaram a um acordo com a Procuradoria, que agora depende da homologação do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais.

A definição prevê suspensão para atletas e multa financeira para os clubes. No entanto, o órgão responsável ainda avaliará oficialmente a decisão.

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Acordo prevê suspensões e multa milionária

De acordo com os termos estabelecidos, cada jogador expulso receberá quatro partidas de suspensão. Além disso, tanto o Cruzeiro quanto o Atlético-MG terão que arcar com multa de R$ 400 mil.

Além das sanções esportivas e financeiras, os clubes também se comprometeram a realizar ações sociais. Entre elas, estão campanhas de doação voltadas à Zona da Mata, que passa por uma situação delicada após as enchentes no início de março, bem como iniciativas educativas contra a violência no futebol.

Cumprimento das penas já tem definição

Um ponto importante do acordo é o local de cumprimento das suspensões. As punições não serão válidas para competições nacionais, como o Brasileirão ou a Copa do Brasil.

Assim, o órgão responsável aplicará as sanções apenas no Campeonato Mineiro de 2027. Essa definição foi incluída no acordo para garantir maior organização no cumprimento das penas.

Denúncia envolveu dezenas de jogadores

Ao todo, o órgão responsável enquadrou 25 atletas, além de um membro da comissão técnica do Atlético.

O órgão responsável baseou o caso nos artigos 257 e 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de confusões e agressões físicas. As punições previstas nesses casos poderiam ser ainda mais severas, variando de quatro até 12 jogos de suspensão.

Entre os denunciados, alguns nomes chamaram atenção por não terem sido expulsos durante a partida. É o caso de Vitor Hugo, do Galo, e Lucas Silva, da Raposa, que acabaram incluídos no processo e foram denunciados.

Casos específicos chamam atenção

Além disso, alguns episódios individuais agravaram a denúncia. O órgão responsável citou Lyanco, do Atlético-MG, por atitude antidesportiva ao cuspir em direção a um membro da equipe adversária, o que ampliou o enquadramento disciplinar.

Outro caso envolveu o também atleticano Kauã Pascini, que não foi expulso, mas atingiu Fagner com um chute no fim do tumulto.

Lista de jogadores suspensos

Atlético – Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk.

Cruzeiro – Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge.

Decisão final depende do tribunal

Por fim, as punições ainda precisam ser validadas. O tribunal deve analisar o acordo em caráter de urgência, já que a Procuradoria solicitou a suspensão do processo até a homologação.

Portanto, embora haja um consenso entre as partes, a palavra final ainda será do órgão responsável.

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