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Botafogo revela dívida bilionária da SAF e prejuízo em 2025

Relatório da SAF aponta passivo de R$ 2,7 bilhões e patrimônio líquido negativo

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Botafogo revela dívida bilionária da SAF e prejuízo em 2025

John Textor vive situação complicada (Crédito: Wagner Meier/Getty Images)

O Botafogo divulgou um laudo financeiro que expõe a dimensão de sua situação econômica. O documento aponta um passivo total de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Além disso, a operação da SAF registrou prejuízo de R$ 287 milhões em 2025.

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O relatório foi elaborado por consultoria independente e apresentado junto à convocação de uma assembleia geral extraordinária. A reunião discutirá, entre outros pontos, um novo aumento de capital proposto por John Textor.

Dívida elevada pressiona estrutura financeira

O levantamento detalha as obrigações do clube em diferentes prazos. O passivo circulante, com vencimento em até 12 meses, chega a R$ 1,6 bilhão. Já as dívidas de longo prazo somam cerca de R$ 1,1 bilhão.

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Portanto, somados, os valores revelam um quadro de forte endividamento. Esse cenário exige medidas de equilíbrio financeiro para evitar impacto direto na operação esportiva.

Outro dado relevante é o patrimônio líquido negativo. Isso porque o relatório indica um saldo de -R$ 427,2 milhões. Isso significa que, mesmo com a venda de todos os ativos, o clube não conseguiria quitar suas obrigações.

Receitas crescem, mas não cobrem custos

A SAF registrou receita operacional bruta de R$ 655 milhões em 2025. O valor inclui direitos de transmissão, premiações, bilheteria e ações comerciais. Também entram nesse cálculo os programas de sócio-torcedor.

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Apesar do crescimento, as despesas superaram o faturamento. Isso porque os custos operacionais atingiram cerca de R$ 892 milhões no mesmo período. Esse desequilíbrio gerou prejuízo superior a R$ 200 milhões.

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As negociações de jogadores tiveram papel relevante. A receita com direitos de atletas alcançou R$ 733,3 milhões. Ainda assim, o montante não foi suficiente para equilibrar as contas.

Estratégia esportiva impacta resultados

O relatório associa os gastos elevados à política de reforço do elenco. O clube investiu para aumentar competitividade em campo. Esse movimento elevou o nível das despesas no futebol.

Os números mostram uma sequência de resultados negativos. Em 2023, o prejuízo foi de R$ 56 milhões. Em 2024, subiu para cerca de R$ 300 milhões. No ano passado manteve patamar elevado.

O crescimento das receitas não acompanhou a expansão dos custos. Com isso, a operação seguiu no vermelho mesmo com aumento de faturamento.

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Relações internas e pendências com grupo empresarial

O documento também detalha transações dentro do grupo empresarial ligado ao clube. Sendo assim, a SAF mantém relações com a Eagle Football, que administra outros times.

Há valores expressivos a receber de empresas do mesmo grupo. Um dos principais pontos envolve cerca de R$ 607 milhões ligados à Eagle Bidco. No entanto, a empresa está sob administração judicial.

Outro caso envolve negociações de atletas inicialmente destinadas ao Olympique Lyonnais. As transferências não foram concluídas por restrições impostas pela DNCG. Mesmo assim, surgiram obrigações financeiras decorrentes dos contratos.

Aporte financeiro entra na pauta da assembleia

Diante do cenário, a diretoria propõe um aumento de capital. A medida prevê emissão de novas ações no valor de R$ 125 milhões. O aporte seria feito por Textor, com investimento estimado em US$ 25 milhões.

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A proposta será analisada em assembleia. A decisão pode definir os próximos passos da gestão financeira. Enquanto isso, o clube tenta equilibrar contas sem comprometer o desempenho esportivo. No entanto, o Botafogo já foi punido e está proibido de registrar jogadores por conta das dívidas.

Better Collective