Sócios e conselheiros do Corinthians protocolam pedido de impeachment de Osmar Stabile
Texto pede a saída de Osmar Stabile por supostamente ter violado o estatuto do clube em negociação
Osmar Stábile pode ser afastado no Corinthians (Crédito: Brazil Photo Press/Alamy Live News)
Os problemas do Corinthians não se resumem apenas dentro de campo. Sem conseguir vencer no Brasileirão, a equipe teve de mudar de técnico e está perto da zona de rebaixamento. Agora, mais um problema apareceu para o clube resolver. Desta vez, fora de campo.
Um grupo de conselheiros e sócios do Corinthians entrou no Conselho Deliberativo com um pedido de impeachment, nesta quarta-feira, contra o presidente Osmar Stabile. Conforme o site GE, o texto pede o afastamento imediato do mandatário por supostas violações ao Estatuto Social do clube e à legislação vigente.
O destaque do requerimento é em relação às negociações com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Este órgão é responsável pela cobrança de dívidas da União. O clube fechou um acordo para regularização de um débito na faixa dos R$ 1,2 bilhão.
Parque São Jorge como garantia
No texto, portanto, ainda consta que a diretoria utilizou o Parque São Jorge como garantia no acordo com a PGFN. A sede social do clube tem um conjunto de imóveis que, juntos, custam cerca de R$ 602,2 milhões.
“Os pagamentos serão divididos em 120 prestações mensais para os débitos não previdenciários e 60 prestações para os previdenciários, com expectativa de quitação em cerca de dez anos”, diz um trecho do documento.
“Essa dívida era considerada irrecuperável pela PGFN e incluía débitos não previdenciários (R$ 1 bilhão), previdenciários (R$ 200 milhões) e FGTS (R$ 15 milhões). O clube obteve um desconto de 46,6% sobre juros, multas e encargos, reduzindo o valor para R$ 679 milhões em dinheiro (“Transação”)”, traz outra parte do texto.
O grupo de conselheiros e sócios que querem o impeachment de Stabile alega que a transação não teve o cumprimento de exigências estatutárias. Ou seja, na visão desse grupo, do jeito que está o acerto pode configurar desoneração patrimonial.
Grupo cobra serviços administrativos
O grupo que quer a saída do presidente corintiano cita ainda uma possível falta de transparência na gestão do clube. Além disso, questiona serviços como a manutenção da Neo Química Arena, a distribuição de ingressos e credenciais e a contratação de empresa de segurança armada.
Por fim, o documento ainda traz uma entrevista de Osmar Stabile ao site GE, em que ele revela a existência de funcionários fantasmas dentro do Corinthians. Neste trecho, o texto cobra, portanto, ações eficazes que punam os responsáveis pelas contratações desses funcionários e os que pagaram seus salários.
O pedido de afastamento do presidente tem a liderança de Antonio Roque Cittadini, ex-vice-presidente do clube e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Candidato nas eleições indiretas de agosto do ano passado, Cittadini acabou perdendo a disputa.

