Torcedores cercam CT do Vasco, fazem ameaças e Hinestroza vira principal alvo após nova derrota
Revolta aumenta após goleada para o Bragantino e organizada cobra elenco em meio à crise no Brasileirão
Hinestroza pelo Vasco. Foto: Marcello Dias/Eurasia Sport Images
A goleada por 3 a 0 sofrida diante do RB Bragantino, em São Januário, aumentou a pressão no Vasco e esquentou de vez os bastidores do clube. Um dia após a derrota pelo Campeonato Brasileiro, membros de torcidas organizadas foram ao CT Moacyr Barbosa para cobrar jogadores e demonstrar insatisfação com o momento da equipe.
Além disso, a revolta aumentou por causa da sequência negativa do time. O Vasco chegou à terceira derrota consecutiva na temporada e viu a situação na tabela se tornar ainda mais delicada. Atualmente, a equipe ocupa a 16ª posição, com 20 pontos, apenas dois acima da zona de rebaixamento. A situação criou pressão também em Renato Portaluppi.
Diante desse cenário, torcedores decidiram intensificar a pressão e aguardaram a chegada dos atletas na entrada do centro de treinamento.
Hinestroza sofre hostilidade e vira principal alvo da torcida
Entre os jogadores abordados, Marino Hinestroza recebeu as cobranças mais duras. O atacante colombiano foi cercado por integrantes das organizadas e ouviu fortes xingamentos antes de entrar no CT.
Nas imagens que circularam nas redes sociais, torcedores direcionaram ofensas ao jogador e chegaram a pedir sua saída do clube. Durante o protesto, Hinestroza também escutou frases cobrando uma mudança imediata de postura.
“Tá pensando que isso aqui é o que? Pede para sair”
A situação gerou grande repercussão nas redes sociais, principalmente pelo tom agressivo utilizado durante a manifestação.
Além disso, o atacante virou símbolo da insatisfação de parte da torcida com o desempenho recente do time.
Outros jogadores também ouviram cobranças
Embora Hinestroza tenha sido o principal alvo, outros atletas também foram abordados durante a chegada ao CT. David, por exemplo, escutou reclamações relacionadas ao desempenho da equipe e ao esforço dos torcedores ao longo da temporada.
“Estamos indo ao Paraguai, Porto Alegre, Chile, vendo essas vergonhas acontecendo aí. Estamos acompanhando, gastando dinheiro… O mínimo é que vocês tenham entrega em campo. Estamos de saco cheio de vir aqui”.
Ao mesmo tempo, algumas cobranças vieram acompanhadas de mensagens de apoio. Jogadores como Carlos Cuesta, Barros e Thiago Mendes ouviram críticas, mas também receberam demonstrações de confiança.
“A gente acredita em você ainda. Você e Robert Renan são a nossa zaga”.
Já Barros respondeu diretamente aos torcedores e reconheceu a responsabilidade do elenco.
“Eu tenho que ser cobrado também”.
Organizada pede mudanças e sugere “público zero”
Além do protesto no CT, a principal torcida organizada do Vasco também publicou um comunicado nas redes sociais após a derrota para o Bragantino.
Entre as manifestações, o grupo defendeu a iniciativa de “público zero” para a partida contra o Barracas Central, pela Copa Sul-Americana. Além disso, os torcedores fizeram cobranças à diretoria e pediram a saída de alguns jogadores do elenco.
Durante o protesto, uma faixa levada ao CT também chamou atenção:
“Jogaremos de graça e melhor do que eles”
Enquanto o clima permanece tenso fora de campo, o Vasco tenta virar a chave rapidamente. Afinal, a equipe volta a campo na quarta-feira, contra o Barracas Central, antes do compromisso diante do Atlético-MG no último jogo antes da pausa para a Copa do Mundo.

