Home Futebol Testemunhas relatam saques de até R$ 100 mil de Julio Casares no São Paulo

Testemunhas relatam saques de até R$ 100 mil de Julio Casares no São Paulo

Depoimentos reforçam investigação sobre movimentações financeiras envolvendo o ex-presidente do São Paulo

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Testemunhas relatam saques de até R$ 100 mil de Julio Casares no São Paulo

Julio Casares está fora da presidência do São Paulo (Credit: Px Images/Alamy Live News)

A investigação envolvendo Julio Casares ganhou um novo capítulo. Duas testemunhas prestaram depoimento à Polícia Civil e ao Ministério Público de São Paulo e afirmaram que o ex-presidente do São Paulo retirava frequentemente grandes quantias em dinheiro vivo dos cofres do clube.

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Segundo os relatos, Casares chegava a sacar cerca de R$ 100 mil por vez, levando o dinheiro em envelopes e sacolas. As declarações integram o inquérito que apura possíveis irregularidades financeiras e ainda corre sob segredo de Justiça.

Testemunhas relatam retiradas frequentes de dinheiro em espécie

As novas oitivas reforçaram a linha de investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.

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De acordo com os depoimentos, Julio Casares solicitava valores ao departamento financeiro do clube sob a justificativa de custear “ações promocionais em eventos”. No entanto, segundo uma das testemunhas, não havia detalhamento sobre a finalidade exata dos recursos.

O dinheiro era retirado diretamente do cofre do Morumbis e entregue à presidência em envelopes ou sacolas, conforme relataram os depoentes.

Além disso, uma das testemunhas afirmou que existia documentação para justificar as retiradas.

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“Ele comprovava com o recibo que era encaminhado. É um recibo de aquisição de ingresso. Depois, na cobrança, o representante dele assinava um documento informando que eram ingressos adquiridos para dia de jogo. Tem uma série de jogos.”

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As identidades das testemunhas permanecem protegidas por segredo de Justiça.

Investigação apura depósitos de R$ 1,5 milhão em dinheiro

O caso começou a avançar no início deste ano, após órgãos de controle identificarem movimentações consideradas atípicas.

Segundo a investigação, Julio Casares recebeu aproximadamente R$ 1,5 milhão em depósitos feitos em dinheiro entre janeiro de 2023 e maio de 2025.

Os investigadores apontam que o salário recebido pelo então presidente do São Paulo representa apenas 19,3% desse total, cerca de R$ 617 mil. O restante corresponde a depósitos realizados em espécie.

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Esse descompasso entre a remuneração declarada e os valores movimentados levou o caso à análise dos órgãos responsáveis.

Coaf identificou padrão conhecido como “smurfing”

Segundo informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), houve diversos depósitos fracionados em valores inferiores a R$ 50 mil, limite que normalmente gera comunicação automática aos órgãos de fiscalização.

Em alguns dias, a investigação identificou até 12 depósitos distintos, além de operações recorrentes de R$ 49 mil.

Esse tipo de movimentação é conhecido internacionalmente como “smurfing”, estratégia utilizada para fragmentar valores e reduzir a chance de alertas automáticos em sistemas de monitoramento financeiro.

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A prática, por si só, não comprova a existência de crime, mas costuma servir como um dos elementos analisados em investigações sobre possível ocultação da origem dos recursos ou lavagem de dinheiro..

O que pode acontecer agora

Até o momento, a investigação permanece em fase de coleta de provas. Não há decisão judicial definitiva sobre o caso, e os depoimentos fazem parte das diligências para esclarecer a origem das movimentações financeiras e das retiradas de dinheiro em espécie.

Enquanto isso, o processo segue sob segredo de Justiça. Assim, detalhes adicionais só deverão ser divulgados conforme o avanço das apurações ou por decisões judiciais futuras.

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