Home Futebol Botafogo sofre goleada histórica, e Franclim Carvalho admite: “É um dia que nos envergonha”

Botafogo sofre goleada histórica, e Franclim Carvalho admite: “É um dia que nos envergonha”

Alvinegro foi o primeiro brasileiro a sofrer seis gols em um torneio continental

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Botafogo sofre goleada histórica, e Franclim Carvalho admite: “É um dia que nos envergonha”

Técnico aguarda para trocar Botafogo pelo Vasco (Crédito: Lucas Simonin Gomes/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire)

O Botafogo viveu uma das noites mais duras de sua história internacional nesta quinta-feira (13). O Alvinegro foi goleado pelo Cienciano por 6 a 1, em Cusco, no Peru, pela ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, e acumulou marcas negativas em competições da Conmebol.

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Além de praticamente comprometer a classificação, a derrota provocou um forte desabafo do técnico Franclim Carvalho. O português reconheceu a dimensão do resultado e afirmou que a atuação ficará marcada na história do clube.

Franclim Carvalho admite vergonha após goleada

O treinador não tentou minimizar o tamanho da derrota. Depois da partida, Franclim reconheceu que o Botafogo viveu uma noite difícil para jogadores, comissão técnica e torcedores.

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“Não estou aqui a dar recados a ninguém, nem à torcida, nem para ninguém, mas é um dia difícil para nós, todos os botafoguenses, que nos envergonha, obviamente”, afirmou.

Franclim também reconheceu que o Botafogo demorou para se adaptar aos mais de 3.300 metros de altitude de Cusco. Quando conseguiu reagir, porém, o confronto já estava praticamente decidido.

Botafogo sofreu quatro gols ainda no primeiro tempo

O tamanho do problema ficou evidente antes mesmo do intervalo. O Cienciano marcou quatro vezes durante a primeira etapa, enquanto o Botafogo sequer conseguiu finalizar em direção ao gol.

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Segundo Franclim, a comissão técnica conhecia a estratégia utilizada pelo adversário e havia preparado a equipe principalmente para enfrentar cruzamentos e bolas levantadas na área. Ainda assim, o planejamento não funcionou.

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“Nós sabemos da diferença e da dificuldade de jogar aqui. Estávamos de sobreaviso. O tipo de jogo do adversário, que é com muita bola na área, com muito cruzamento, nós treinamos sobre isso, falamos sobre isso, mostramos vídeos sobre isso. Tentamos evitar, não conseguimos”, explicou.

O treinador também justificou as escolhas de Mateo Ponte e Marçal nas laterais justamente pelas características do Cienciano. Entretanto, as alterações não impediram o domínio peruano durante a primeira etapa.

Altitude também entrou na explicação de Franclim

Depois do intervalo, Matheus Martins diminuiu para o Botafogo. O Cienciano, entretanto, voltou a marcar duas vezes e transformou a vitória em uma goleada histórica.

Franclim citou novamente a altitude ao analisar a dificuldade encontrada pelos jogadores. Segundo o português, até mesmo a velocidade da bola muda significativamente nas condições encontradas em Cusco.

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“Vocês viram a velocidade da bola, é completamente diferente fazer um passe aqui ou fazer um passe num estádio que não joguemos a esta altitude”, declarou.

Apesar da explicação, o próprio treinador reconheceu os problemas apresentados pelo Botafogo. Franclim destacou, por exemplo, que a equipe ficou desorganizada no quinto gol e acabou oferecendo espaços ao buscar diminuir a diferença no placar.

Derrota do Botafogo entra para a história da Conmebol

O 6 a 1 não representou somente uma goleada nas oitavas de final. O resultado colocou o Botafogo em uma lista histórica negativa entre os clubes brasileiros nas competições organizadas pela Conmebol.

A diferença de cinco gols igualou a maior margem já registrada em uma derrota brasileira nesses torneios. Outros resultados chegaram ao mesmo saldo, como os 5 a 0 sofridos pelo Athletico-PR diante do América de Cali, em 2002, pelo Flamengo contra o Independiente del Valle, em 2020, e novamente pelo Athletico-PR contra o The Strongest, em 2022.

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Entretanto, existe uma diferença importante no caso do Botafogo. Pela primeira vez, uma equipe estrangeira conseguiu marcar seis gols contra um clube brasileiro em uma única partida de competição organizada pela Conmebol.

Botafogo também registra pior derrota brasileira na Sul-Americana

O resultado ainda estabeleceu um recorde específico na Copa Sul-Americana. Nunca um clube brasileiro havia perdido por cinco gols de diferença na competição.

Até então, a maior margem era de quatro gols. Entre os resultados estavam o 5 a 1 da LDU sobre o Fluminense, na final de 2009, e o 4 a 0 aplicado pelo Peñarol sobre o Corinthians, em 2021.

Dessa maneira, o Botafogo passou a ocupar sozinho o primeiro lugar entre as maiores derrotas brasileiras da história da Sul-Americana. Além disso, o clube superou suas próprias piores derrotas diante de adversários estrangeiros em competições continentais.

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Botafogo precisa de resultado quase impossível no Nilton Santos

A dimensão da goleada também deixou o Botafogo muito próximo da eliminação. As equipes voltam a se enfrentar na próxima quinta-feira (20), às 21h30, no Estádio Nilton Santos.

Para levar a decisão aos pênaltis, o Alvinegro precisa vencer por cinco gols de diferença. Uma vitória por seis ou mais gols coloca diretamente a equipe nas quartas de final.

Portanto, o Botafogo terá que construir uma das maiores viradas da história das competições continentais para permanecer na Sul-Americana. Depois de uma noite que Franclim Carvalho classificou como vergonhosa, o clube terá uma semana para tentar reagir dentro e fora de campo.

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