Home Futebol Mercado da bola já movimentou R$ 51 bilhões e se aproxima de recorde histórico; Brasileirão perde força

Mercado da bola já movimentou R$ 51 bilhões e se aproxima de recorde histórico; Brasileirão perde força

Premier League concentra quase um terço dos investimentos da janela

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Mercado da bola já movimentou R$ 51 bilhões e se aproxima de recorde histórico; Brasileirão perde força

Atacante é a nova contratação do Real Madrid (Crédito: AP Photo/Sam Hodde)

A janela internacional de transferências entrou em sua reta final com números próximos de um novo recorde. Segundo levantamento do Transfermarkt, as negociações de jogadores na temporada 2026/27 já movimentaram 8,5 bilhões de euros, aproximadamente R$ 51 bilhões na cotação atual.

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Apesar do valor expressivo, o mercado ainda precisa movimentar outros 1,4 bilhão de euros para alcançar a marca registrada na temporada passada. Em 2025/26, as transferências chegaram a 9,9 bilhões de euros, cerca de R$ 59,5 bilhões, estabelecendo o maior volume já registrado.

Premier League lidera gastos no mercado da bola

Mais uma vez, o futebol inglês aparece como principal responsável pelos valores elevados. Os clubes da Premier League já investiram 2,77 bilhões de euros, aproximadamente R$ 16,7 bilhões, somente na contratação de jogadores.

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Dessa forma, praticamente um em cada três euros movimentados pelas ligas ao redor do mundo saiu dos cofres de equipes inglesas. A diferença também aparece quando são observadas as maiores contratações individuais desta janela.

Entre as dez transferências mais caras apresentadas no levantamento, seis tiveram clubes da Premier League como destino. Além disso, as duas primeiras posições pertencem a Chelsea e Manchester City.

Morgan Rogers lidera a lista após ser contratado pelo Chelsea por 138 milhões de euros, aproximadamente R$ 828 milhões. Logo depois aparece Elliot Anderson, negociado com o Manchester City por 135 milhões de euros, cerca de R$ 810 milhões.

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Real Madrid aparece entre ingleses com contratação de Diomande

O primeiro clube fora da Inglaterra entre as maiores compras é o Real Madrid. O clube espanhol investiu 125 milhões de euros, aproximadamente R$ 750 milhões, para contratar Yan Diomande.

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Com isso, o jogador aparece na terceira colocação geral, atrás somente de Morgan Rogers e Elliot Anderson.

Na sequência, a Premier League volta a dominar. O Tottenham investiu 108 milhões de euros em Sandro Tonali e outros 99 milhões em Matheus Fernandes. Já o Arsenal desembolsou 87,5 milhões de euros para contratar o brasileiro Bruno Guimarães.

Anthony Gordon, contratado pelo Barcelona por 80 milhões de euros, e Gonçalo Ramos, reforço do Milan por 74 milhões, são outros nomes que aparecem entre os principais negócios realizados até agora.

As 10 contratações mais caras da janela 2026/27

JogadorDestinoValor
Morgan RogersChelsea€ 138 milhões
Elliot AndersonManchester City€ 135 milhões
Yan DiomandeReal Madrid€ 125 milhões
Sandro TonaliTottenham€ 108 milhões
Matheus FernandesTottenham€ 99 milhões
Bruno GuimarãesArsenal€ 87,5 milhões
Anthony GordonBarcelona€ 80 milhões
Gonçalo RamosMilan€ 74 milhões
Crysencio SummervilleAl-Hilal€ 64,5 milhões
Jéremy JacquetLiverpool€ 63,6 milhões

Somadas, apenas essas dez negociações representam aproximadamente 975 milhões de euros. Portanto, quase 1 bilhão de euros foi movimentado somente pelas dez contratações mais caras da temporada.

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Brasileirão aparece apenas na 15ª posição em investimentos

Enquanto os clubes ingleses aceleraram os gastos, o futebol brasileiro adotou uma postura mais cautelosa nesta janela. As equipes da Série A desembolsaram 83,9 milhões de euros, aproximadamente R$ 503,3 milhões.

O valor deixa o Brasileirão somente na 15ª posição entre as ligas que mais investiram em contratações. Além disso, o campeonato brasileiro aparece atrás de mercados como MLS, Campeonato Argentino e Superliga Grega.

A diferença em relação à Premier League é significativa. Os clubes ingleses gastaram aproximadamente 33 vezes mais que as equipes da Série A até este momento da janela.

Entretanto, existe uma diferença importante no calendário. Enquanto as principais ligas europeias estão muito próximas do encerramento de suas movimentações, os clubes brasileiros ainda terão mais tempo para contratar.

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Quando fecha a janela de transferências?

As cinco principais ligas da Europa, Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França, encerram seus períodos para registros de novos jogadores no início da próxima semana. Consequentemente, os últimos dias devem concentrar negociações importantes e podem elevar consideravelmente o volume global.

No Brasil, por outro lado, o prazo vai até 11 de setembro para o futebol masculino e feminino. Assim, os clubes nacionais ainda terão alguns dias adicionais para buscar reforços depois do fechamento dos principais mercados europeus.

A Arábia Saudita terá ainda mais tempo. A janela do país permanecerá aberta até 12 de outubro. Dessa maneira, os clubes sauditas poderão continuar buscando jogadores que atuam em outros mercados mesmo após o encerramento das principais janelas europeias.

Mercado ainda pode quebrar recorde histórico

Para estabelecer um novo recorde, as transferências precisam superar os 9,9 bilhões de euros movimentados na temporada anterior. Atualmente, portanto, faltam cerca de 1,4 bilhão de euros.

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A distância ainda é considerável. Entretanto, os últimos dias da janela europeia tradicionalmente concentram algumas das maiores movimentações, especialmente porque clubes e jogadores precisam chegar a acordos antes do fechamento dos registros.

Por isso, a movimentação da próxima semana será decisiva. Caso o ritmo de investimentos continue elevado, o futebol mundial poderá superar pela segunda temporada consecutiva seus próprios números e estabelecer uma nova marca histórica no mercado de transferências.

Better Collective