Leila Pereira é a presidente do Palmeiras (Crédito: Leonardo Prado/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire)
O Palmeiras alcançou um patamar impressionante no mercado de transferências. Nas últimas cinco janelas, entre 2024 e 2026, o clube arrecadou 282,9 milhões de euros em vendas de jogadores, aproximadamente R$ 1,7 bilhão, segundo levantamento do Transfermarkt, site especializado em contratos e negociações.
Portanto, o valor coloca o Verdão na liderança entre os clubes de fora da Europa que mais arrecadaram com vendas no período. Além disso, a vantagem para os concorrentes é bastante significativa.
O Botafogo aparece em segundo, com 139,8 milhões de euros, enquanto o River Plate ocupa a terceira posição, com 105,7 milhões de euros.
No ranking mundial, que inclui também as principais equipes europeias, o Palmeiras está na 25ª colocação. O clube brasileiro supera, no mesmo recorte, gigantes como Milan e Real Madrid. O Chelsea lidera a lista, com 742 milhões de euros em vendas.
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Base se transforma em máquina de milhões
O crescimento das receitas está diretamente ligado ao trabalho desenvolvido nas categorias de base. Nos últimos anos, o Palmeiras revelou jogadores que rapidamente se tornaram alvos de grandes clubes europeus.
Endrick, Estêvão, Vitor Reis e Allan protagonizaram algumas das principais negociações. Juntos, os quatro movimentaram cifras próximas de R$ 1 bilhão.
Endrick foi vendido ao Real Madrid, Estêvão seguiu para o Chelsea, enquanto Vitor Reis e Allan foram negociados com o Manchester City. Além disso, Richard Ríos, vendido ao Benfica, também teve papel importante na arrecadação recente.
Os números aparecem nos balanços do clube. Em 2024, o Palmeiras registrou R$ 440,3 milhões em receitas com negociações de atletas. Já em 2025, foram R$ 653,2 milhões em receita bruta com transferências. Para 2026, o orçamento previa inicialmente R$ 399,6 milhões em vendas.
Allan amplia vantagem do Palmeiras
A negociação de Allan com o Manchester City reforçou ainda mais o poder de venda do clube. O acordo prevê 37,5 milhões de euros fixos, cerca de R$ 225 milhões, além de 2,5 milhões de euros em bônus.
Caso todas as metas sejam atingidas, a operação chegará a aproximadamente R$ 240 milhões. O Palmeiras possui 70% dos direitos econômicos do atacante.
A operação também mostra a valorização obtida pelo jogador. Antes da venda, o clube havia pago R$ 1,6 milhão ao Figueirense por mais 20% dos direitos de Allan. Esse mesmo percentual passou a representar aproximadamente R$ 48 milhões na negociação com o City.
Mercado virou pilar financeiro
No orçamento de 2026, o Palmeiras projetou R$ 1,2 bilhão em receitas, sendo quase R$ 400 milhões provenientes de negociações de atletas.
Porém, é importante destacar que os R$ 1,7 bilhão não necessariamente entraram integralmente no caixa durante o período. Transferências podem ter pagamentos parcelados, percentuais destinados a outros clubes e bônus condicionados a metas.

