Home Futebol Uefa, AFC e Concacaf aumentam pressão sobre Infantino e falam em “quebra de confiança”

Uefa, AFC e Concacaf aumentam pressão sobre Infantino e falam em “quebra de confiança”

Documento acusa condução enganosa no projeto de entrada de investidores privados e cobra mudança na liderança

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Uefa, AFC e Concacaf aumentam pressão sobre Infantino e falam em “quebra de confiança”

Gianni Infantino, Presidente da FIFA (Crédito: Alamy Live News)

A pressão sobre Gianni Infantino aumentou nesta segunda-feira (10). Uefa, AFC e Concacaf divulgaram uma carta conjunta com críticas duras ao presidente da Fifa e questionaram sua permanência no comando da entidade.

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O documento acusa Infantino de quebrar a confiança das confederações ao conduzir o projeto que previa a entrada de investidores privados nos ativos comerciais da Fifa. Além disso, as entidades afirmam que a proposta foi apresentada de forma apressada e sem espaço suficiente para análise.

Confederações falam em “fraude” e quebra de confiança

A carta foi assinada pelos presidentes e secretários-gerais das três confederações. No texto, os dirigentes afirmam que a liderança no futebol deve servir às instituições e não se colocar acima delas.

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“A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de reter ou exigir que o poder seja mantido. Trata-se de um dever de servir à família do futebol que deposita sua confiança nessa liderança.”

Na sequência, o documento aumenta o tom e fala em quebra de confiança.

“Quando essa confiança é quebrada por meio de uma fraude, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade, esse dever foi abandonado.”

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A carta não escreve de forma direta que Infantino deve renunciar. No entanto, o texto termina defendendo uma liderança que “sirva ao futebol” em vez de tentar comandá-lo. Dessa forma, as confederações deixam clara a defesa por uma mudança no comando.

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Projeto de investidores segue no centro da crise

A crise começou depois que a Fifa tentou avançar com um projeto para permitir a entrada de capital privado em ativos ligados à Copa do Mundo. A iniciativa provocou forte reação entre dirigentes e confederações.

Posteriormente, a entidade recuou e abandonou o plano. Mesmo assim, Uefa, AFC e Concacaf afirmam que o problema não foi apenas de comunicação.

Segundo a carta, a Fifa tentou apresentar a proposta em um prazo curto demais. Para as entidades, isso reduziu a possibilidade de fiscalização e debate antes de uma decisão.

“A proposta apresentada em um cronograma apressado, sem consulta significativa e conduzida em direção a um prazo final antes que as Associações-Membro pudessem analisar adequadamente seus termos, não é fruto de um simples descuido.”

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Carta rejeita versão de erro de comunicação

As confederações também criticaram a resposta apresentada posteriormente pela Fifa. Segundo elas, a entidade tentou tratar o episódio como um problema de comunicação.

Para Uefa, AFC e Concacaf, porém, houve uma falha muito mais grave.

“Ela trata a situação como uma falha de comunicação, quando o que o futebol testemunhou foi uma falha de julgamento.”

Além disso, o grupo afirma que a própria ideia de negociar participação relacionada aos ativos da Copa do Mundo estava errada desde o início.

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Segundo a carta, a operação representaria uma violação da confiança das instituições que formam a estrutura da Fifa.

Entidades querem investigação independente

Outro ponto importante envolve a análise interna prometida pela Fifa. A entidade informou que apresentaria um relatório completo ao Conselho sobre os acontecimentos.

No entanto, as três confederações rejeitaram essa solução. Para elas, a própria Fifa não pode conduzir a investigação sobre as decisões tomadas durante o processo.

O documento defende que uma terceira parte totalmente independente faça essa revisão. Além disso, pede a preservação de todos os documentos e registros relacionados ao caso.

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Reunião no Marrocos também recebe críticas

A recente reunião realizada no Marrocos também entrou na carta. Segundo o documento, apenas um dirigente eleito participou do encontro.

As confederações afirmam que nenhum membro do Conselho da Fifa ou representante das associações nacionais recebeu convite. Participaram principalmente funcionários de alto escalão da própria entidade.

Para Uefa, AFC e Concacaf, esse formato reforçou a falta de transparência.

“Há silêncio onde deveria haver responsabilização, distância onde deveria haver transparência.”

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Três confederações se unem contra Infantino

A união de Uefa, AFC e Concacaf aumenta o peso político da crise. As três entidades representam Europa, Ásia, América do Norte, América Central e Caribe.

Além disso, a carta foi assinada por nomes importantes do futebol mundial. Entre eles estão Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, Salman bin Ibrahim Al Khalifa, presidente da AFC, e Victor Montagliani, presidente da Concacaf.

Com isso, a pressão sobre Infantino entra em uma nova fase. Depois de críticas isoladas e manifestações públicas de dirigentes, três confederações decidiram se posicionar juntas e questionar diretamente a confiança no atual presidente da Fifa.

Better Collective