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Clubes ameaçam parar o Brasileirão e estudam reação no STF contra fim das bets

Dirigentes ampliam pressão sobre o Governo após boicote a reunião e defendem prazo de até um ano para adaptação aos novos contratos

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
Clubes ameaçam parar o Brasileirão e estudam reação no STF contra fim das bets

Taça do Brasileirão (Crédito: Divulgação CBF)

A disputa dos clubes contra a medida que proibiu a publicidade das bets ganhou um novo capítulo. Dirigentes passaram a discutir a possibilidade de paralisar o Brasileirão como forma de pressionar o Governo por mudanças na aplicação das novas regras.

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A articulação foi divulgada inicialmente pelo Estadão, por meio do jornalista Marcel Rizzo. A ideia de interromper o campeonato começou a ganhar força na noite de segunda-feira (28), durante as conversas para organizar um boicote à reunião marcada para esta terça-feira (29).

O encontro acabou cancelado depois que diversos presidentes comunicaram que não participariam. Além disso, a mobilização reuniu até clubes que mantêm uma relação mais próxima com o Governo.

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Clubes querem prazo para adaptar contratos

A principal reivindicação dos dirigentes não está relacionada apenas às condições de financiamento oferecidas às equipes. Os clubes também querem um período de adaptação antes que as novas regras entrem completamente em vigor.

A proposta defendida prevê uma transição de seis meses a um ano. Dessa maneira, os times poderiam cumprir os contratos de publicidade já firmados com empresas de apostas e teriam tempo para reorganizar suas receitas comerciais.

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Nesse cenário, a ameaça de paralisação do Brasileirão aparece como uma ferramenta para aumentar a pressão durante as negociações.

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O movimento ganhou força justamente em um momento delicado do calendário. O futebol brasileiro já trabalha com uma programação considerada apertada e, portanto, uma interrupção poderia gerar dificuldades adicionais para encaixar as partidas restantes da temporada.

CBF pode entrar diretamente nas negociações

Os clubes também avaliam utilizar a possibilidade de paralisação para pressionar a CBF a assumir um papel mais ativo nas tratativas com o Governo.

A entidade teria condições de participar diretamente da articulação em defesa dos clubes, principalmente diante dos impactos que uma mudança abrupta na publicidade das bets pode provocar nas receitas das equipes.

Paralelamente, surgiu uma movimentação no campo jurídico. O Sinafut (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas), entidade que representa clubes e federações e possui forte influência da CBF, solicitou ao STF autorização para participar do processo relacionado à medida provisória.

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Corinthians também adere ao movimento

O boicote à reunião desta terça-feira (29) contou ainda com clubes que mantêm conversas com o Governo. Entre eles está o Corinthians, que participa das negociações para obter uma linha de crédito com juros reduzidos.

Além disso, o Timão trata com a Caixa Econômica Federal questões relacionadas ao financiamento da Neo Química Arena. Mesmo assim, o clube aderiu à mobilização dos dirigentes contra a aplicação imediata das novas regras.

Paralisação vira alternativa contra o fim das bets

Com a pressão aumentando, a possibilidade de parar o Brasileirão passou a ocupar espaço entre as estratégias avaliadas pelos clubes. A intenção seria forçar o Governo a discutir um período de transição mais amplo e permitir que os contratos atuais sejam cumpridos.

Ao mesmo tempo, a movimentação no STF abre uma frente jurídica para contestar ou influenciar a aplicação da medida.

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