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Flamengo prepara naturalização de quatro jogadores para contornar nova regra de estrangeiros da CBF

Varela e Pulgar podem iniciar processo para obter cidadania brasileira, enquanto Rossi e Arrascaeta já deram entrada na documentação

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Flamengo prepara naturalização de quatro jogadores para contornar nova regra de estrangeiros da CBF

Arrascaeta recebeu propostas, mas nunca quis jogar na Europa (Créditos: Celso Pupo/Alamy)

O Flamengo busca alternativas para se adaptar à nova regra da CBF, que reduzirá gradualmente o limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida. Segundo a Agência RTI Esporte, o clube trabalha com a possibilidade de naturalizar quatro atletas e, assim, preservar suas opções para montar o elenco nos próximos anos.

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Guillermo Varela e Erick Pulgar podem iniciar os procedimentos para obter a cidadania brasileira. Agustín Rossi e Giorgian De Arrascaeta, por sua vez, já deram entrada nos respectivos processos. Caso os quatro consigam a naturalização, o Flamengo poderá reduzir de dez para seis o número de estrangeiros do grupo.

Varela e Pulgar podem iniciar processo de naturalização

O Flamengo pretende aproveitar o tempo de residência de Varela e Pulgar no Brasil para avançar com a documentação. Ambos chegaram ao clube em 2022 e já completaram quatro anos no país, período mínimo exigido para solicitar a naturalização ordinária.

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Varela chegou após passagem pelo Dínamo de Moscou e ultrapassou a marca de 150 partidas pelo Flamengo em 2026. O lateral uruguaio renovou seu contrato até dezembro de 2027 e pode se beneficiar da cidadania brasileira para deixar de ocupar uma vaga de estrangeiro.

Pulgar também desembarcou no Rio de Janeiro em 2022, depois de atuar pela Fiorentina. O volante chileno acumula mais de 170 jogos pelo Rubro-Negro e renovou seu vínculo até o fim de 2029.

Apesar de cumprirem o requisito de residência, os dois ainda precisam atender às demais exigências legais. O processo inclui a apresentação de documentos, a comprovação de conhecimento da língua portuguesa e a análise dos antecedentes penais, entre outras etapas.

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Rossi e Arrascaeta já buscam cidadania brasileira

A situação de Rossi e Arrascaeta está mais avançada. O goleiro argentino iniciou seu processo de naturalização em 2025, dois anos depois de chegar ao Flamengo. Já o meia uruguaio, que atua no futebol brasileiro desde 2015, apresentou seu pedido em 2023.

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Arrascaeta passou pelo Cruzeiro antes de chegar ao Flamengo, em janeiro de 2019. Sua longa permanência no país permite que o clube trabalhe com a possibilidade de concluir a naturalização antes de a CBF implementar as etapas mais restritivas da nova regra.

Entretanto, nenhum dos processos tem conclusão automática. A Polícia Federal participa da análise da documentação, enquanto o Ministério da Justiça é responsável pela decisão. A concessão da cidadania só se torna oficial após a publicação no Diário Oficial da União.

Nova regra da CBF pode limitar estrangeiros a cinco em 2030

A estratégia do Flamengo ganhou importância depois que a CBF aprovou a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. Atualmente, os clubes podem utilizar até nove jogadores nessa condição.

A partir de 2027, o limite cairá para oito atletas. Em 2028, serão sete; em 2029, seis; e, finalmente, cinco a partir de 2030.

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Com dez estrangeiros no elenco, o Flamengo precisará administrar as convocações para cada partida. A naturalização dos quatro jogadores permitiria reduzir esse número para seis, caso o grupo permaneça com a mesma composição.

Dessa forma, a diretoria busca evitar que as novas restrições obriguem o clube a negociar atletas ou limitar suas opções durante as competições. A obtenção da cidadania brasileira, porém, dependerá da conclusão individual de cada processo.

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