Presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior (Crédito: Roberto Casimiro/FotoArena/Alamy Live News)
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, nesta quarta-feira, o contrato com a Ticketmaster. Com a decisão, o clube poderá assinar a parceria de cinco anos com a empresa, que ficará responsável pela gestão dos ingressos do Morumbis e do programa de sócio-torcedor.
Além disso, o acordo prevê R$ 140 milhões em recursos para o Tricolor. A votação começou na terça-feira e terminou no fim da tarde desta quarta, com 184 votos favoráveis e 44 contrários.
Um dos fatores decisivos para a aprovação foi a redução da multa em caso de rescisão. O valor, que inicialmente seria de R$ 25 milhões, caiu para R$ 14 milhões.
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São Paulo receberá R$ 110 milhões em empréstimo
A maior parte dos recursos previstos no contrato corresponde a um empréstimo de R$ 110 milhões. A Ticketmaster deverá repassar o dinheiro ao São Paulo em até 45 dias após a assinatura, dividido em três parcelas.
Todavia, o valor será devolvido pelo clube ao longo de cinco anos, com juros equivalentes ao CDI mais 1,99%.
O pagamento acontecerá a partir das receitas obtidas com os jogos no Morumbis. Entretanto, existe um limite de R$ 1,8 milhão por mês para a devolução.
Assim, caso o clube tenha uma renda líquida de R$ 10 milhões em determinado mês, por exemplo, o repasse para a Ticketmaster ficará limitado a R$ 1,8 milhão. O mecanismo também vale para períodos sem arrecadação, como aconteceu durante a Copa do Mundo deste ano.
A parceria ainda prevê o pagamento de R$ 30 milhões pela gestão do camarote 29A do Morumbis durante cinco anos. A quantia será paga logo após a assinatura e dará à empresa o direito de administrar o espaço em jogos e shows.
Além disso, o São Paulo receberá R$ 6 milhões destinados à reforma do Museu São Paulo.
Acordo também envolve sócio-torcedor
A Ticketmaster também assumirá a administração do programa de sócio-torcedor, atualmente comandado pela Feng. A ideia do clube é concentrar as duas operações em uma única empresa e, consequentemente, reduzir custos.
Pelo contrato, a empresa cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso. Para entradas físicas, o percentual será de 8%. Já a operação do sócio-torcedor terá uma taxa de 8% por associado.
Para encerrar o vínculo com a Feng, o clube deve pagar aproximadamente R$ 3,7 milhões.
Pressão financeira acelerou aprovação
A situação financeira do São Paulo aumentou a pressão pela aprovação do contrato. Nas últimas semanas, o clube tratou o acordo como fundamental para colocar as contas em dia, especialmente diante dos atrasos com o elenco.
No início deste mês, o Tricolor atrasou salários dos jogadores e atribuiu o problema à demora na análise do contrato pelo Conselho Deliberativo.
Antes disso, o clube já havia descumprido o compromisso de quitar direitos de imagem atrasados até o fim de agosto. A diretoria condicionou o pagamento à aprovação da parceria e estabeleceu um novo prazo para o fim deste mês.

