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STJD aumenta suspensão de Abel Ferreira para três jogos

Treinador do Palmeiras foi julgado após pedido de efeito suspensivo e não poderá comandar o time em três partidas do Brasileirão

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
STJD aumenta suspensão de Abel Ferreira para três jogos

Abel Ferreira pegou um gancho de três jogos (Crédito: Leco Viana/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire)

O técnico Abel Ferreira recebeu uma punição maior no julgamento realizado pelo Pleno do STJD nesta sexta-feira. Depois de ter recebido dois jogos de suspensão na 3ª Comissão Disciplinar, o técnico do Palmeiras teve a pena ampliada para três partidas. Além disso, a decisão é definitiva e não permite novo recurso.

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O processo teve origem no empate com o Mirassol, quando Abel chutou um microfone na beira do campo. Inicialmente, a 3ª Comissão Disciplinar aplicou dois jogos de gancho ao treinador, por maioria dos votos. Entretanto, o Palmeiras entrou com pedido de efeito suspensivo e conseguiu manter o comandante à beira do gramado contra o Botafogo.

Agora, com a nova decisão, Abel ficará fora dos compromissos diante de São Paulo, Grêmio e Bahia. O duelo contra o time baiano acontecerá em outubro, depois da Data Fifa.

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Procuradoria pediu punição máxima para Abel

Durante o julgamento, Marcelo Mendes, procurador-geral do STJD, contestou a decisão tomada na primeira instância. Além disso, defendeu uma punição mais severa ao treinador e pediu seis partidas de suspensão, número máximo previsto pelo artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), utilizado na denúncia.

O procurador também questionou a retirada da denúncia contra João Vitor Gobi, árbitro da partida, Roger Goulart, quarto árbitro, e Ilbert Estevam da Silva, responsável pelo VAR.

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Por outro lado, André Sica, chefe jurídico do Palmeiras no processo, defendeu a absolvição de Abel. O advogado argumentou que a equipe de arbitragem acompanhou o episódio durante a partida e não considerou o comportamento suficientemente grave para aplicar uma punição.

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Assim, Sica pediu a absolvição ou, no mínimo, a aplicação da pena mínima de um jogo, convertida em advertência.

Relatora vota por aumento da pena

Antonieta da Silva, relatora do processo, apresentou seu voto depois das manifestações. Ela defendeu uma advertência para João Vitor Gobi, em vez dos 30 dias de punição inicialmente previstos, e propôs elevar a suspensão de Abel para três jogos.

Após a votação, o Pleno confirmou a advertência ao árbitro e aumentou para três partidas o gancho do treinador.

Nos bastidores, o Palmeiras considera a decisão desproporcional. Pessoas ligadas ao clube entendem que houve falta de isonomia em relação a outros casos disciplinares envolvendo treinadores.

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Além disso, o clube lembra que o relator da primeira instância havia considerado a denúncia improcedente, justamente porque a arbitragem analisou o episódio e não aplicou cartão a Abel.

O treinador já acumula seis jogos de suspensão recebidos neste ano pelo Pleno do STJD, número que o Palmeiras considera sem precedentes em situações semelhantes.

Apesar da discordância sobre a punição, o clube também mantém conversas com Abel sobre seu comportamento à beira do campo. O próprio técnico já reconheceu que precisa mudar sua postura durante as partidas.

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