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Vasco estuda recorrer à Justiça para enfrentar Boca e Flamengo em São Januário

Clube prioriza seu estádio após veto ao Maracanã e busca alternativas para superar exigências de capacidade

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
Vasco estuda recorrer à Justiça para enfrentar Boca e Flamengo em São Januário

Torcida do Vasco em São Januário (Crédito: Buda Mendes/Getty Images)

O São Januário aparece como a principal opção do Vasco para os próximos dois compromissos de grande peso no Rio de Janeiro. O clube pretende receber Boca Juniors, da Argentina, e Flamengo em sua casa, mesmo diante das restrições atuais para o estádio. Por isso, a diretoria avalia diferentes caminhos e não descarta recorrer à Justiça para garantir o mando de campo.

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A primeira preocupação envolve a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca. O confronto está marcado para 20 de outubro, às 21h30 (de Brasília). Como a partida será disputada no Rio de Janeiro, a Conmebol estabeleceu um prazo para que o Vasco informe oficialmente o local.

Inicialmente, o clube teria até 10 de outubro para comunicar a escolha. Entretanto, a necessidade de organizar a presença das torcidas antecipou o processo. Como a Argentina receberá o primeiro jogo no dia 13 de outubro, a entidade sinalizou que deseja receber a definição do estádio até 5 de outubro.

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Capacidade de São Januário é o principal problema

O Vasco passou a priorizar São Januário depois de receber uma nova negativa do Consórcio Fla-Flu para utilizar o Maracanã. A escolha, porém, esbarra em uma exigência da competição.

Para a fase atual da Sul-Americana, a Conmebol determina capacidade mínima de 30 mil lugares. Atualmente, São Januário comporta cerca de 20 mil torcedores, o que cria uma diferença significativa em relação ao requisito estabelecido pela entidade.

Mesmo assim, o clube trabalha para encontrar uma solução. O Vasco aceita, por exemplo, adaptar a distribuição dos ingressos destinados aos visitantes para cumprir as normas de segurança e organização. A capacidade oficial do estádio, contudo, continua sendo o ponto mais complicado da negociação.

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Nesse cenário, Pedrinho conta com o respaldo político da Ferj e da CBF para tentar viabilizar a realização da partida em São Januário. Caso as alternativas administrativas não sejam suficientes, o presidente considera levar a discussão aos tribunais.

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A eventual medida judicial seria uma tentativa de derrubar a restrição e permitir que o Vasco exerça o mando de campo diante do Boca em sua própria casa.

Vasco também quer receber o Flamengo

A preferência por São Januário não se limita à semifinal continental. O clube também definiu que pretende enfrentar o Flamengo em seu estádio pelo Brasileirão.

O clássico está marcado para 29 de outubro, às 20h (de Brasília). Nesse caso, o Vasco já deixou claro que não pretende voltar ao Maracanã e trabalha para conseguir todas as autorizações necessárias para jogar na Colina.

Pedrinho reforçou publicamente a intenção de levar o confronto para São Januário e afirmou que depende apenas das liberações dos órgãos responsáveis:

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– Vou querer que Vasco e Flamengo seja em São Januário, porque não quero mais pedir para jogar no Maracanã onde não sou aceito. Tenho estádio e quero jogar em São Januário, só preciso da autorização do Bombeiro, do Bepe, do poder público. Não estou pedindo nada demais”, finalizou, sobre a partida contra o Flamengo – garantiu o presidente Pedrinho.

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