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Atlético-MG vence Cruzeiro por 4 a 3 em final sub-20 marcada por briga generalizada

Clássico teve cinco expulsões e paralisação superior a 15 minutos

Gabrielle Junqueira
Gabrielle Junqueira possui cerca de sete anos de experiência na área de jornalismo, com ênfase na produção de conteúdo para rádio, televisão e portais de notícias nacionais e internacionais. Formada em Jornalismo com ênfase em Multimídia pelo Centro Universitário UNA no ano de 2020. Atualmente, sua atividade principal reside na análise de partidas e do desempenho de equipes em seus respectivos campeonatos ao redor do mundo. Em sua trajetória profissional, Gabrielle também teve a oportunidade de atuar em meios de comunicação como a Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT), atendendo a mais de 400 emissoras do Estado.
Atlético-MG vence Cruzeiro por 4 a 3 em final sub-20 marcada por briga generalizada

Jogadores de Atlético-MG e Cruzeiro se envolvem em briga. Foto: Jhony Pinho/AGIF/Alamy Live News

Atlético-MG e Cruzeiro protagonizaram uma briga generalizada nesta segunda-feira (19), durante o jogo de ida da final do Campeonato Mineiro sub-20, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A confusão começou aos oito minutos do segundo tempo e provocou cinco expulsões imediatas. A partida terminou com vitória atleticana por 4 a 3.

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Além disso, o confronto ficou interrompido por mais de 15 minutos enquanto a arbitragem tentava controlar os ânimos e identificar os envolvidos. Imagens da transmissão mostram jogadores trocando socos, chutes e empurrões, com integrantes do banco de reservas também participando da confusão.

O clássico ainda teve uma reviravolta nos acréscimos. O Cruzeiro buscou o empate depois de estar perdendo por dois gols de diferença, mas Índio marcou do meio de campo, aos 53 minutos da etapa final, e garantiu a vantagem do Atlético para o jogo de volta.

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Como começou a briga na final sub-20?

A confusão começou em uma jogada pelo lado direito do campo de ataque atleticano. Fora da disputa pela bola, Murillo, do Atlético-MG, e Nicolas, do Cruzeiro, iniciaram uma discussão que rapidamente evoluiu para empurrões. Outros jogadores se aproximaram e o desentendimento tomou proporções maiores.

O goleiro reserva Kaio Assis, do Galo, deixou o banco e participou do tumulto, enquanto Rayan Lelis, da Raposa, também se envolveu nas agressões. Gutte, atacante atleticano, apareceu nas imagens distribuindo socos e chutes durante a briga. A arbitragem precisou interromper o jogo para separar os envolvidos e identificar as infrações.

O árbitro Fernando Patrick Drosghic Modesto aplicou cinco cartões vermelhos após o episódio. Três foram destinados ao Atlético-MG e dois ao Cruzeiro. Os atletas identificados pela arbitragem após a briga foram:

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  • Atlético-MG: Murillo, Gutte e Kaio Assis, goleiro reserva.
  • Cruzeiro: Nicolas e Rayan Lelis.

Na sequência, a partida continuou com os ânimos exaltados. João Barros, do Atlético-MG, acabou expulso após reagir com uma agressão a uma falta cometida por Pietro. Pelo lado cruzeirense, Pedrinho recebeu cartão vermelho depois de cometer falta em Cauã Soares. Ao todo, sete expulsões foram contabilizadas durante o clássico, conforme a Itatiaia.

Mas, a atualização do GE, registra oito cartões vermelhos, sem identificar nominalmente o oitavo jogador. O número exato de expulsões será confirmado pela súmula oficial da Federação Mineira de Futebol (FMF).

Atlético-MG vence clássico após golaço

Apesar da repercussão da briga, a decisão também teve sete gols e mudanças importantes no placar. O Atlético-MG abriu vantagem no primeiro tempo. Aos 19 minutos, Samuel aproveitou cobrança de falta de Wanderson e cabeceou para marcar. Cinco minutos depois, Cauã Soares ampliou após erro na saída de bola do Cruzeiro.

A reação celeste veio rapidamente. Rhuan Gabriel sofreu pênalti e converteu a cobrança aos 25 minutos, diminuindo a diferença. Aos 37, Kelvin tentou interceptar um chute cruzado de Wanderson, mas desviou contra o próprio gol, estabelecendo o placar de 3 a 1 antes do intervalo.

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Mesmo depois da confusão no segundo tempo, o Cruzeiro encontrou forças para reagir. Pietro diminuiu a diferença ao aproveitar cruzamento rasteiro de Rhuan Gabriel, recolocando a equipe na disputa. A expulsão de João Barros deixou o Atlético-MG momentaneamente em desvantagem numérica.

O cenário voltou a ficar equilibrado após Pedrinho, da Raposa, também receber cartão vermelho. Nos acréscimos, Pietro marcou novamente, aos 51 minutos, e empatou o confronto em 3 a 3. A reação parecia encaminhar um resultado importante para o Cruzeiro, que decidirá o título em casa.

Entretanto, o Atlético precisou de poucos segundos para retomar a vantagem. Logo após sofrer o empate, Índio percebeu que o goleiro Marcelo estava adiantado e arriscou uma finalização do meio de campo. A bola encobriu o arqueiro celeste e entrou, garantindo a vitória por 4 a 3.

O lance aconteceu aos 53 minutos do segundo tempo e encerrou a sequência de gols da partida. A arbitragem concedeu 22 minutos de acréscimos, em razão da longa paralisação e dos demais acontecimentos da etapa final. Aos 17 anos, Índio é considerado uma das promessas das categorias de base atleticanas.

Vale lembrar que o meia chegou ao clube em 2023, ainda no sub-15, e integrou o planejamento do elenco profissional comandado por Jorge Sampaoli no início de 2026. A participação na equipe principal impediu que o jogador disputasse a Copa São Paulo de Futebol Júnior desta temporada. Agora, o jovem assume protagonismo em uma decisão estadual.

Briga na base acontece expulsões em clássico profissional

O episódio desta segunda-feira (19) reacendeu a discussão sobre a violência nos confrontos entre Atlético-MG e Cruzeiro. Em março de 2026, a final do Campeonato Mineiro profissional também terminou em uma briga generalizada, desta vez no Mineirão.

Na ocasião, a súmula do árbitro Matheus Candançan registrou 23 expulsões, sendo 12 jogadores do Cruzeiro e 11 do Atlético-MG. A confusão aconteceu após um choque entre Christian e o goleiro Everson nos minutos finais da decisão. Os atletas se envolveram em agressões, e outros jogadores passaram a trocar socos e pontapés.

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Logo, o caso teve ampla repercussão e resultou em investigações e procedimentos disciplinares. A decisão terminou com o título estadual do Cruzeiro. Já a nova confusão envolve jogadores diferentes e ocorreu em outra competição, mas representa mais um episódio de violência em uma decisão entre os rivais mineiros no mesmo ano.

Aliás, os cartões vermelhos também criam uma preocupação esportiva para as duas equipes, visto que Atlético-MG e Cruzeiro terão de considerar os desfalques decorrentes das expulsões na preparação para o confronto decisivo. A súmula será importante para esclarecer a quantidade definitiva de cartões vermelhos e os motivos registrados pela arbitragem.

Contudo, eventuais punições adicionais dependerão da análise dos órgãos disciplinares competentes. Por fim, a definição será especialmente relevante porque a segunda partida está marcada para apenas uma semana depois do confronto.

Jejum de títulos no Campeonato Mineiro sub-20

A vitória representa um passo importante para o Atlético-MG na tentativa de voltar a conquistar o Campeonato Mineiro da categoria. O clube não levanta o troféu desde 2019. Inclusive, o Galo chegou à decisão depois de uma campanha consistente. Liderou o Grupo C na primeira fase, com 24 pontos, e terminou na segunda colocação, com 16.

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Na semifinal, a equipe comandada por Henrique Teixeira eliminou o Coimbra com duas vitórias, sendo 5 a 1 no primeiro confronto e 3 a 1 na volta, totalizando 8 a 2 no agregado. Por outro lado, o Cruzeiro, atual campeão estadual, também construiu uma campanha importante.

O clube ainda liderou o Grupo A na primeira fase, com 22 pontos, e terminou na liderança geral, com 17, um a mais que o Atlético-MG. A equipe dirigida por Pedro Duarte eliminou o Athletic na semifinal. Depois de perder o primeiro jogo por 2 a 1, a Raposa venceu a volta por 3 a 0 e garantiu a classificação.

Antes da decisão, os clubes haviam se enfrentado duas vezes no Campeonato Mineiro sub-20 de 2026. Na primeira fase, o Cruzeiro venceu o Atlético-MG por 3 a 2, na Toca da Raposa I. Posteriormente, as equipes empataram sem gols em confronto disputado no Sesc Venda Nova, com mando alvinegro.

Sendo assim, o retrospecto ajuda a dimensionar o equilíbrio da disputa. Apesar da vitória atleticana na Arena MRV, o Cruzeiro ainda terá a oportunidade de buscar a reação diante de sua torcida. A decisão entre Cruzeiro e Atlético-MG está marcada para segunda-feira (26), às 15h (horário de Brasília), na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte.

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O Atlético-MG terá a vantagem de jogar pelo empate. Já o Cruzeiro precisará vencer para tentar reverter o resultado e conquistar o bicampeonato estadual. Os treinadores Pedro Duarte e Henrique Teixeira terão uma semana para reorganizar suas equipes após a sequência de expulsões.

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