Home Futebol Riquelme é intimado pela Justiça argentina após escândalo de Covid-19 e pode até ser preso

Riquelme é intimado pela Justiça argentina após escândalo de Covid-19 e pode até ser preso

Filho de Riquelme desobedeceu protocolo argentino e o ex-jogador do Boca Juniors está na mira da lei

Mário André Monteiro
Jornalista com passagens por Portal iG, Fox Sports e Osasco Audax. Atualmente editor na Jovem Pan News e no Alemanha FC (http://www.alemanhafc.com.br). No Twitter: @alemao_mario e no Instagram: @marioalemao

Aqui no Brasil, o atacante Luiz Adriano, do Palmeiras, testou positivo para Covid-19 e saiu com a mãe ao supermercado – chegou, inclusive, a atropelar um rapaz que estava de bicicleta. E não é só por aqui que os protocolos de higiene e segurança são desobedecidos pelos jogadores de futebol.

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Na Argentina, o ex-meia Juan Román Riquelme, astro do Boca Juniors, se envolveu em uma polêmica juntamente com o filho e terá que prestar esclarecimentos à Justiça de Buenos Aires. O caso está sendo chamado de “escândalo da quarentena” pela mídia local.

Riquelme, que atualmente é vice-presidente do Boca, levou um dos filhos, Agustín, a um dos camarotes da Bombonera no clássico diante do River Plate, no último dia 14 de março, e que terminou empatado em 1×1. Até aí, tudo bem. Mas a presença do rapaz de 19 anos de idade causou uma confusão danada.

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Agustín estava no grupo de estudantes que havia chegado a Buenos Aires, vindo de Cancún, onde foram registrados 44 casos positivos de Covid-19. Pelo protocolo, ele deveria ficar em isolamento de 10 dias por conta do contato próximo que teve com os infectados.

Sem máscara e sem o distanciamento necessário dentro do estádio, o filho de Riquelme desencadeou uma onda de revolta na Argentina. TVs, rádios e sites criticaram demais o ídolo do Boca Juniors, pois ele sabia que Agustín estava na viagem e ainda assim permitiu sua ida ao clássico, sem respeitar a quarentena.

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Diante de todo esse escândalo, o Ministério Público da Argentina, em citação judicial feita pela promotora Celsa Ramírez, abriu investigação contra Riquelme e o filho Agustín. Segundo o “Infobae” , ambos terão que esclarecer porque não cumpriram o artigo 205 do Código Penal, que se refere aos cidadãos que não respeitam as medidas adotadas pelas autoridades competentes para prevenir a introdução ou propagação de uma epidemia.

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O Código Penal prevê penas de 6 meses a 2 anos de prisão para qualquer pessoa considerada culpada de violar o artigo 205.

Vale Ressaltar que Riquelme chegou a defender o filho após o jogo contra o River Plate, quando a notícia explodiu na capital argentina. Na ocasião, o atual dirigente xeneize disse que o jovem não era obrigado a se isolar, já que havia testado positivo para coronavírus antes do voo para o México.

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