O São Paulo perdeu a “queda de braço” com o agente André Cury. De acordo com informações do jornalista Diego Garcia, do UOL Esporte, o time do Morumbi teve recurso rejeitado pela Justiça, que ordenou o pagamento de aproximadamente R$ 25 milhões ao empresário em função de uma dívida de empréstimo realizada em 2019. A sentença saiu nesta quarta-feira (9), o clube ainda pode recorrer da decisão.
“Justiça nega recurso, e São Paulo terá de pagar R$ 25 milhões”
E o Pavão, falando sobre excelente trabalho feito em 2021 alongando as dívidas!
Um dívida parcela de R$14 milhões virou R$25 milhões, por culpa de sua gestão que descumpre estatuto! https://t.co/xwPDAmqD88
— Ernani Takahashi (@airnani) February 10, 2022
Trabalhando nos bastidores, o São Paulo chegou a abrir um recurso de apelação antes dessa última decisão judicial, afirmando que a pretensão de André Cury apresenta ilegalidades e abusos de cláusulas que impedem a certeza e liquidez das obrigações assumidas com o clube. Nem mesmo os juros e atualizações da dívida foram canceladas.
O Tricolor ainda pode recorrer junto ao Superior Tribunal de Justiça, mas o caso é visto quase como “perdido”. O clube tem 15 dias para realizar o pagamento.
Em caso de não pagamento, o clube pode ter bens penhorados ou conta bloqueadas. A primeira condenação no caso de dívida foi definida em setembro de 2021. O São Paulo abriu um recurso, e o mesmo foi cancelado nesta quarta-feira (9). Com várias pendências para receber, não somente do time paulista, André Cury emprestou dinheiro ao Tricolor para a compra do atacante Raniel, que na oportunidade atuava pelo Cruzeiro.
Segundo o UOL Esporte, Cury depositou R$ 13,7 milhões na conta do São Paulo, e o acordo ficou selado com o pagamento de 12 parcelas do time do Morumbi, iniciando a partir de janeiro de 2020. Sem condições de viabilizar a quitação do débito, o Tricolor fechou um novo acerto, onde recebeu mais um ano de carência.
Sem movimentação de pagamento, os juros e correções monetárias levaram a dívida de R$ 13,7 milhões para quase R$ 20 milhões, em um curto intervalo, e as cifras ficam ainda mais expressivas, por conta dos honorários advocatícios, chegando bem próximo do valor citado no início da matéria.

