Luís Castro pode, finalmente, treinar o Botafogo em campo pela primeira vez neste domingo e começou sua trajetória com vitória fora de casa sobre o Ceará por 3 a 1, em partida da segunda rodada do Brasileirão Série A.
O treinador português falou após a partida e tratou de fazer elogios aos jogadores pelo modo como se comportaram durante o duelo com o Vozão. Mas também enviou o recado de que o Glorioso ainda tem que melhorar muita coisa para as próximas partidas. Principalmente na parte ofensiva.
“Se estivermos juntos, como nos primeiros 15 minutos, perto da nossa baliza, o adversário que nos sufoca. O que queremos é ganhar bolas em zona mais altas da área. Precisamos de mais tempo no ataque, isso não aconteceu no primeiro tempo. Deixamos o Ceará ter jogadas rápidas. Isso não aconteceu no segundo tempo, porque fomos melhores no jogo”, declarou Castro.
Professor Luís Castro fala sobre a vitória do Fogão ??? pic.twitter.com/c6DyXUl8Vb
— Botafogo F.R. (@Botafogo) April 18, 2022
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De todos os pontos aos quais apontou como positivos na estreia, o treinador botafoguense apontou que o psicológico do time foi o principal, muito por como o time se comportou em campo. Porém, Luís Castro notou que o time tem de enfrentar o desgaste e ter que lidar com isto para preparar melhor o Botafogo para os próximos jogos.
“Tivemos muitos jogadores com dificuldades físicas e vocês viram isto. Isso também aconteceu porque o Ceará tem uma equipe muito boa. O Dorival (Júnior) trabalha muito bem e venceu o Palmeiras. Não entramos mal no jogo, entramos controlados. Mas, depois do 1 a 1, ficou incontrolável. O Ceará teve grande nível mental e poderia ter feito o segundo gol. Soubemos sofrer no lado físico e mental, mas não no posicional. Precisamos sofrer um pouco mais à frente e não abdicar do que queremos para o jogo”, declarou o português.
“A pré-temporada se faz em cinco ou seis semanas. Isso não é à toa, porque o jogador não aprende o jeito de atacar e defender em poucos dias. Eles estão acostumados a jogar de uma forma e essa mudança leva tempo. Alguns se adaptam mais rápido e outros demoram mais. Quando jogamos com sete ou oito jogadores que ainda não controlam bem o que queremos, pode se instalar o caos. Os lados físico e mental tem que estar presentes nestes momentos”, completou o técnico do Glorioso

