O ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, foi absolvido pela Justiça de São Paulo de uma acusação por envolvimento em fraudes ou lavagem de dinheiro no clube paulista. A informação foi publicada pelo Globoesporte.com.
Além dele, também estão absolvidos o ex-diretor jurídico e conselheiro do São Paulo, Leonardo Serafim, o ex-secretário-geral do clube, Douglas Schwartzmann, a ex-namorada de Aidar, Cinira Maturana, e outros quatro ex-funcionários. A acusação se deu por acusações de fraudes na contratação do escritório de advocacia de José Roberto Cortez.
São Paulo isentou os acusados
Segundo o jornalista Diego Garcia, colunista do UOL Esporte, o São Paulo, por meio de manifestação, não teve interesse em entrar no processo como “assistente de acusação”. Além disso, em fevereiro, em petição, o próprio clube isentou os acusados no processo por crimes como furto ou estelionato.
Segundo a juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro, o clube teria reconhecido o direito do escritório de José Roberto Cortez de “receber honorários como parte contratada”. Ele é considerado pelo Ministério Público como “elo” dos crimes envolvendo os dirigentes do São Paulo. Entretanto, o próprio clube paulista teria dito à Justiça que não houve furto, além de ter apontado como devidos os pagamentos que estavam sendo investigados. Com isso, a Justiça entendeu que a ação é caso de “absolvição sumária”.
A investigação do Ministério Público tinha uma representação do que supunha ser uma “rachadinha” no São Paulo, que consta de quando um valor é devolvido ao contratante de maneira ilícita. Um documento apresentava valores de honorários pagos pelo São Paulo ao escritório de José Roberto Cortez. O pagamento era na casa dos R$ 360 mil, que eram feitos por repasse pela filha do advogado à namorada de Carlos Miguel Aidar. Cinira, companheira do presidente do São Paulo na época, transferia então R$ 50 mil a Leonardo Serafim. O São Paulo não se manifestou sobre o caso.

