O Brasileirão Série B tem seus direitos de transmissão vinculados à Globo até o fim de 2022, mas a partir do ano que vem eles pode ser negociados com uma nova emissora ou com uma nova empresa interessada.
Porém, segundo o jornalista Flávio Ricco, colunista do R7, é de interesse da Globo e da CBF renovar a cessão dos direitos. De acordo com ele, esse é um desejo de ambas as partes. Por isso, pode ser efetivado em alguns meses, mesmo que em um novo formato e com um novo tempo de contrato.
No entanto, ainda segundo o colunista, algumas empresas, que seriam emissoras de TV aberta e até mesmo TV fechada, estudam parceiros em uma tentativa de conseguir os direitos da Série B em 2023.
Negociações se dão desde 2021 para renovação com a Globo
A CBF, os clubes da Série B e a Globo realizam reuniões desde 2021 a fim de definir a renovação contratual a partir de 2023.
O entendimento é que uma nova emissora não arcaria com valores parecidos aos praticados pela emissora carioca. Os encontros de 2021, que acabaram não fechando um acordo, partiram de clubes que buscavam quantias mais parecidas com as que a Globo paga à Série A do Brasileirão.
No contrato que vai até o fim de 2022, cada clube da Série B recebe até R$ 8 milhões por ano, mas R$ 2 milhões são para a logística dos jogos. É um contrato que gira em torno de R$ 160 milhões por temporada da Globo aos clubes.
Dirigentes de equipes da segunda divisão já pensavam em aumentar os valores em 2021, porque viam o produto como “defasado”.
De qualquer forma, a Globo aparece como favorita a manter os direitos por ser a única com a possibilidade de arcar com os valores pedidos. Nas reuniões anteriores também se levantou a hipótese da criação de um paraquedas para as equipes que caem para a Série C, na casa dos 4% ou 5% de todo percentual que é pago ao bloco da Série B, para que fosse dividido entre os rebaixados.

