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Jogo no RS tem suspeita de manipulação e vai parar na polícia

Partida agora será de alvo de investigação por conta desabafo de jogador e placar elástico no sul do país; B.O foi registrado

Cido Vieira
Cido Vieira é um jornalista graduado no Centro Universitário Uninter que trabalha como redator no Torcedores.com desde 2017, com cobertura focada em futebol brasileiro e mídia esportiva. Acumula dentro de sua trajetória na profissão experiência na área radiofônica, sendo setorista de clubes pernambucanos, cobrindo Brasileirão e Copa do Nordeste.

O jogo entre Farroupilha e Bagé, realizado no último final de semana, pela terceira divisão do Gauchão, entrou na mira da polícia, após suspeita de manipulação de resultado. O confronto válido pela fase de grupos do torneio terminou 7 a 0 para o Bagé. Na última quarta-feira (03), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul instaurou um inquérito para apurar o caso.

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Nos bastidores, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) busca maiores detalhes sobre o jogo. O episódio será apurado pela Delegacia de Polícia de Investigações Especiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil. Além do placar expressivo, uma declaração sobre a partida dada pelo atleta Iago Padilha chamou ainda mais a atenção.

Em post feito nas redes sociais, que posteriormente foi apagado, o jogador cita os dizeres “vender esse jogo” e fala em aposta, sinalizando uma manipulação para que o placar fosse elástico.

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“É lamentável o que esses caras fizeram lá. Eu tava lá, posso falar. Vender esse jogo, não existe. Já está difícil fazer futebol no interior e os caras vêm de fora para usar para fazer aposta”, dizia trecho de postagem de Iago Padilha, atacante do Farroupilha.

Responsável por acompanhar o caso, o delegado Gabriel Bica trouxe maiores detalhes sobre a partida polêmica e como será o proceder das autoridades.

“Fomos notificados pela FGF da suspeita, realizamos um Boletim de Ocorrência do fato e instauramos o inquérito para apurar os fatos e eventuais responsáveis. Serão feitas diligências já nos próximos dias”, disse Gabriel Bicca, delegado responsável pelo caso.

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Também auxiliando nas investigações do jogo, a FGF já solicitou ao TJD-RS (Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul) que o caso seja apurado. Treinador e clube podem ser enquadrados em artigos do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

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