No final de 2022, o Botafogo teve problemas de caixa, que causaram alguns atrasos em pagamentos feitos a jogadores do clube. E estes problemas também influenciaram o processo do time no Regime Centralizado de Execuções (RCE), adotado pelo clube para pagar dívidas antigas.
O jornalista Matheus Mandy e o GE publicam que o Glorioso fez um pedido ao tribunal responsável pela RCE para adiar o pagamento das parcelas de janeiro e fevereiro do acordo. A justificativa seriam os problemas de fluxo de caixa resultantes de cobranças que foram feitas e acabaram deixando o time sem recursos para quitar devidamente as parcelas citadas.
A alegação botafoguense é de que credores estariam ‘furando a fila’ e conseguindo na Justiça receber valores de dívidas mesmo sem estarem dentro do cronograma imposto pelo RCE e tais débitos impediram com que recursos chegassem aos cofres do clube para os pagamentos aos jogadores e aos credores presentes no acordo.
Dívidas com a CBF (que decidiu reter o dinheiro da premiação do Botafogo na Copa do Brasil) e com a Ferj (que quase impôs uma espécie de ‘transfer ban’ por débitos não pagos) também influíram no problema do fluxo de caixa. Ao todo, tal ‘furada de fila’ fez com que cerca de R$ 15 milhões fossem penhorados dos cofres botafoguenses,
Hoje tivemos a oportunidade de bater um papo com o @matheusmandy sobre RCE e também falamos das penhoras. Uma conversa extremamente necessária e super didática para explicar o tema.
Segue o terceiro episódio do Glorioso Fast Connection:
https://t.co/q2bCIP8qkG— Glorioso Connection ✰ (@GloriosoConnect) January 30, 2023
O RCE é um acordo previsto na lei que criou as SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) no qual clubes centralizam todas as dívidas num único processo, com estas sendo pagas numa ordem estabelecida no momento do acordo. No entanto, John Textor chegou a reclamar em live com o site FogãoNet sobre os credores que ‘furaram a fila’ dos acordos e que isto é uma falha da lei que precisa ser corrigida.

