O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Pacaembu, segue em reforma. Assim, a empresa privada Allegra, que passou a administrar o complexo por 35 anos a partir de janeiro de 2020, é a encarregada da revitalização de um dos maiores templos do futebol brasileiro.
Recentemente, o Pacaembu completou três anos sem receber jogos na capital paulista. O último foi em 29 de fevereiro de 2020, num empate sem gols entre Santos e Palmeiras. Aliás, a partida marcou a estreia de Rony pelo Alviverde.
Desde então, o velho Pacaembu vem sofrendo modificações. A velha arquibancada conhecida como Tobogã, inaugurada em 1970 para substituir a Concha Acústica, já foi demolida e dará lugar a um edifício multiuso. Ela ficava atrás de um dos gols e foi uma exceção à exigência da manutenção da arquitetura original do estádio, já que o Pacaembu é tombado.
Em sua coluna no R7, o jornalista Flávio Ricco lamentou o estado atual daquele que foi palco de tantos jogos históricos. “Quem vê o lado de fora do Pacaembu tem a pior das impressões”, opinou. Então, Ricco complementou que, na parte exterior, o estádio se encontra “destruído, pichado, deteriorado, caindo aos pedaços, em um estado de completo abandono”.
Por fim, o colunista advertiu a Allegra de que o Pacaembu precisa continuar como cartão-postal de São Paulo, já que se trata de um patrimônio da capital paulistana. “A sua simples história, bom lembrar, já é de uma enorme representatividade”, pontuou Flávio Ricco.
Reforma do Pacaembu atingiu 40%
A previsão é que o Pacaembu seja reinaugurado em 25 de janeiro de 2024, na decisão da próxima Copa São Paulo de Futebol Júnior. Afinal, o mítico estádio costuma receber tradicionalmente a final da popular Copinha. Todo o investimento pela Allegra, incluindo reforma e processo de licitação, deverá ser de cerca de R$ 400 milhões. Atualmente, a empresa informa que 40% das obras já estão concluídas.

