O caso de possível estupro envolvendo o técnico Cuca promete ganhar novos contornos nas próximas semanas.
Quem garante isso é o advogado Daniel Bialski, contratado para fazer a defesa do treinador.
“Ainda não tivemos acesso ao processo. Estamos esperando a justiça da Suíça autorizar. A partir daí, vamos pegar um tradutor juramentado para seguimos com a defesa”, explicou o magistrado ao jornalista Fábio Sormani no ‘Deu Zebra Cast‘.
Ainda de acordo com o advogado, a equipe de defesa vai questionar a veracidade do exame de DNA feito, na ocasião do caso, em 1987.
“Temos que lembrar que o exame não era feito como hoje, que em horas você sabe o resultado. Naquela época, toda tecnologia envolvida, estava no começo. Por isso, quero ter realmente certeza que o material colhido é do Cuca”, acrescentou.
Advogado dá a entender que vai processar jornalistas
Uma das grandes questões, em todo esse caso, é o fato de que teria sido achado sêmen de Cuca no corpo da jovem, na época com 13 anos, que o caso. Esse detalhe foi amplamente divulgado por diversos meios de comunicação brasileiros.
“Eu e minha equipe vamos instaurar nos autos processos contra esses jornalistas que fizeram tal afirmação (sobre a origem do sêmen). Jornalismo tem que ser feito com responsabilidade. Ele (Cuca) está sendo enxovalhado”, apontou o advogado.
Entenda o caso de Cuca
O caso teve início em 1987, quando o Grêmio fazia uma excursão pela Europa. Cuca e os jogadores Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi foram detidos com a alegação de terem tido relações sexuais com a garota sem consentimento.
A garota alega que entrou no quarto onde estavam os jogadores com mais duas pessoas para pedir uma camisa do clube gaúcho. Além disso, ela afirma ter tentado suicídio, duas vezes, após o episódio.
Os quatro jogadores foram liberados com ajuda do jurídico do Grêmio. Dois anos depois, Cuca, Eduardo e Henrique foram condenados a 15 meses de prisão por atentado ao pudor com uso de violência. Fernando foi absolvido da acusação de atentado ao pudor e condenado por estar envolvido no ato de violência. Como o Brasil não extradita seus cidadãos, eles nunca cumpriram a pena.
Após todo o ocorrido, Cuca foi negociado com o Valladolid da Espanha.

