O Santos deseja a reforma da Vila Belmiro e acertou com a WTorre para que esta fosse parceira do clube na construção de uma ‘nova arena’ para si. E para que tal acordo acontecesse, os problemas da construtora com um rival podem ter ajudado.
Segundo o Blog do Perrone, no Uol Esporte, o acordo entre o Peixe e a empresa teve alterações em sua formatação. Tais alterações foram reveladas pelo presidente Andrés Rueda, se inspirando na ‘guerra’ vivida entre o parceiro e o Palmeiras por conta de dívidas relativas ao Allianz Parque.
WTorre e Verdão estão em disputa por valores aos quais o clube cobra da empresa e de sua subsidiária, a Real Arenas, de repasses não pagos por estas de porcentagens de lucros de shows e eventos realizados na casa palmeirense. Disputa esta que chegou à Justiça e gerou até investigação policial.
No novo acordo, o Santos adicionou algumas cláusulas nas quais procuram fazer com que o clube tenha respaldo jurídico se ocorrer algo semelhante ao que aconteceu com os palmeirenses na questão da possibilidade de repasses não serem feitos pela parceira ao clube. Por conta disso, a negociação para firmar a parceria, segundo o mandatário santista, chegou a ficar parada.
“Esse negócio da WTorre com o Palmeiras atrapalhou um pouco o projeto. O que atrasou foi que a gente foi tomar algumas precauções. O nosso contrato tem algumas garantias para que isso que houve com o Palmeiras não possa eventualmente acontecer com o Santos. Estas garantias estão no papel e validadas pelo nosso escritório jurídico’, alegou Andrés Rueda.
O texto de tais cláusulas garante que o Peixe possa receber multas em caso da WTorre atrasar repasses e até mesmo de rescisão contratual. Outras punições em caso de descumprimento destas cláusulas ainda deverão ser negociadas antes do memorando de entendimento, que deve ser acertado antes do contrato definitivo.

